Comunicado surge na semana em que as delegações ucraniana e russa estiveram reunidas (em separado) com os Estados Unidos na Arábia Saúdita
Os Estados Unidos anunciaram esta terça-feira que foi alcançado um acordo com as delegações ucraniana e russa para um cessar-fogo no Mar Negro. Kiev e Moscovo concordaram que era necessário "garantir a segurança da navegação", assim como "eliminar o uso da força e impedir o uso de embarcações comerciais para fins militares no Mar Negro", depois de o acordo alcançado em 2022, com mediação da Turquia, ter ficado comprometido.
"Os Estados Unidos e a Rússia acordaram em garantir a segurança da navegação, eliminar o uso da força e impedir a utilização de navios comerciais para fins militares no Mar Negro", lê-se no comunicado da Casa Branca.
Minutos após a divulgação das conclusões da reunião entre os EUA e a Rússia, a Ucrânia, através do ministro da Defesa, fez saber que concorda com o acordo. "Cumprindo a missão do presidente da Ucrânia, continuamos a trabalhar para alcançar uma paz justa e garantir a segurança do nosso país. Esta reunião é uma extensão lógica das consultas bem sucedidas com os Estados Unidos em Jeddah. Ninguém deseja uma paz justa mais do que os ucranianos, e a nossa posição continua a ser honesta, transparente e coerente", lê-se na publicação de Rustem Umerov no X.
Ukraine and the United States held bilateral technical consultations in Riyadh focused on the security of energy and critical infrastructure, safe navigation in the Black Sea, and the release and return of our prisoners and children.
— Rustem Umerov (@rustem_umerov) March 25, 2025
Fulfilling the task of the President of…
Segundo o comunicado divulgado por Washington, DC, através das conversações realizadas esta semana, foi possível alcançar também um acordo sobre medidas que proíbem ataques a infraestruturas energéticas na Rússia e na Ucrânia.
"Os Estados Unidos ajudarão a restabelecer o acesso da Rússia ao mercado mundial das exportações de produtos agrícolas e de fertilizantes, a reduzir os custos dos seguros marítimos e a melhorar o acesso aos portos e aos sistemas de pagamento para essas transações", refere a Casa Branca.
Este é um ponto de particular relevo, uma vez que a Rússia, há muito banida do comércio internacional com grandes parceiros como o Ocidente, é um dos principais produtores de fertilizantes do mundo inteiro.
As conclusões surgem um dia depois da delegação enviada por Donald Trump ter mantido conversações com a Rússia, e dois dias das negociações com a Ucrânia, em Riade, na Arábia Saudita.
Comunicado da Casa Branca sobre as conclusões das negociações desta semana na íntegra:
- Os Estados Unidos e a Rússia acordaram em garantir a segurança da navegação, eliminar o uso da força e impedir a utilização de navios comerciais para fins militares no Mar Negro;
- Os Estados Unidos ajudarão a restabelecer o acesso da Rússia ao mercado mundial das exportações de produtos agrícolas e de fertilizantes, a reduzir os custos dos seguros marítimos e a melhorar o acesso aos portos e aos sistemas de pagamento para essas transações;
- Os Estados Unidos e a Rússia acordaram em desenvolver medidas para aplicar o acordo do presidente Trump e do presidente Putin no sentido de proibir os ataques contra instalações energéticas da Rússia e da Ucrânia;
- Os Estados Unidos e a Rússia congratulam-se com os bons ofícios de países terceiros com vista a apoiar a aplicação dos acordos energéticos e marítimos;
- Os Estados Unidos e a Rússia continuarão a trabalhar no sentido de alcançar uma paz duradoura e duradoura;
- Os Estados Unidos reiteraram o imperativo do presidente Donald J. Trump de que a matança em ambos os lados do conflito Rússia-Ucrânia deve parar, como o passo necessário para alcançar um acordo de paz duradouro;
- Para o efeito, os Estados Unidos continuarão a facilitar as negociações entre ambas as partes para alcançar uma resolução pacífica, em conformidade com os acordos celebrados em Riade;
- Os Estados Unidos manifestam a sua gratidão ao Príncipe Herdeiro Mohammed bin Salman pela sua liderança e hospitalidade ao facilitar uma vez mais estes importantes debates no Reino da Arábia Saudita.