Wright-Patterson, a cerca de oito quilómetros da cidade de Dayton, acolhe comandos críticos da Força Aérea dos EUA, incluindo o chamado Air Force Research Lab, centro de investigação que procura combater "avanços tecnológicos que trazem ameaças ao nosso modo de vida"
A presença de drones levou as autoridades a fechar o espaço aéreo por cima de uma das mais importantes bases aéreas dos Estados Unidos da América. O fecho estendeu-se por quatro horas, entre a noite de sexta e a madrugada de sábado.
Bob Purtiman, responsável de relações públicas do 88.º Esquadrão da Base Aérea de Wright-Patterson, no Ohio, confirmou esse cenário. Enquanto isso, explicou, as autoridades estiveram a acompanhar a situação.
A garantia é de que os drones, descritos como “pequenos sistemas aéreos não tripulados”, “não tiveram impacto nos residentes da base, bem como nas suas instalações ou ativos”.
A CNN contactou a Força Área para um comentário, que não foi possível obter até ao momento.
Esta atividade em Wright-Patterson acontece na sequência de uma séria de misteriosos avistamentos de drones, sobretudo no nordeste dos EUA, que têm sido motivo de alerta entre os moradores e as autoridades.
Estes avistamentos de drones tiveram lugar perto de outras instalações militares, como o Picatinny Arsenal ou o Naval Weapons Station Earle em Nova Jérsia, bem como junto de infraestruturas críticas, como reservatórios.
A presença de drones junto de instalações militares americanas também foi registada no exterior. Em novembro, as bases aéreas britânicas usadas pela Força Aérea dos EUA relataram incursões de drones. Também neste caso, nao afetaram os residents nem infraestruturas críticas. Há agora uma investigação em curso.
As autoridades pedem calma e reforçam que não há evidências de que estes avistamentos representem uma ameaça à segurança.
Wright-Patterson, a cerca de oito quilómetros da cidade de Dayton, acolhe comandos críticos da Força Aérea dos EUA, incluindo o chamado Air Force Research Lab, centro de investigação que procura combater “avanços tecnológicos que trazem ameaças ao nosso modo de vida”.
Wright-Patterson também alberga o Air Force Materiel Command, que “realiza investigações, desenvolvimento, testes e avaliações, fornecendo serviços de gestão de aquisição e suporte logístico necessários para manter os sistemas de armas da Força Aérea prontos para a guerra”.
A base também acolhe o National Air and Space Intelligence Center, cuja missão “é descobrir e caracterizar ameaças aéreas, espaciais, de mísseis e cibernéticas”, com “capacidades únicas de recolha, exploração e análise não encontradas em nenhum outro lugar”.
A base abriga ainda o National Museum of the US Air Force, um museu que salvaguarda algumas das aeronaves mais importantes da história, incluindo o Bockscar, o bombardeiro B-29 que lançou a bomba atómica sobre Nagasaki, no Japão.
Wright-Patterson foi também o local das negociações de paz de 1995, que resultaram nos Acordos de Paz de Dayton entre a Jugoslávia, Bósnia-Herzegovina e Croácia, pondo fim a uma guerra de três anos e meio na Bósnia.
A base, com mais de 32 quilómetros quadrados, é uma das maiores a nível mundial: conta com 38 mil funcionários, entre militares, civis e contratados. É também o maior empregador no estado do Ohio.
As autoridades incentivam quem tenha observado qualquer atividade suspeita de drones a denunciá-la à polícia.
Como a atividade de drones tem atraído a atenção dos órgãos de comunicação, o ex-agente especial do FBI Tom Adams sugeriu à CNN que poderão estar em causa comportamentos de imitação.
