"O Aviso de Viagem para Angola mantém-se no Nível 1: Exercer Precauções Normais": a nota que o Governo dos EUA enviou à CNN Portugal

22 ago, 21:51
Campanha eleitoral em Angola (EPA/ Ampe Rogerio)

Ao contrário Portugal, os Estados Unidos não emitem alerta a propósito das eleições em Angola

Ao contrário de vários países - entre os quais Portugal, que pediu uma "postura vigilante" dos cidadãos portugueses em Angola -, os Estados Unidos não fazem qualquer recomendação especial aos seus cidadãos na sequência das eleições marcadas para 24 de agosto.

Em resposta à CNN Portugal, o Governo norte-americano reitera que "os Estados Unidos não emitiram nenhum alerta para os cidadãos norte-americanos em específico para as eleições em Angola". "O Aviso de Viagem para Angola mantém-se no Nível 1: Exercer Precauções Normais", refere um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

Na mesma nota, os Estados Unidos reiteram que a sua mensagem sobre as eleições angolanas "permanece consistente: apoiamos o processo democrático em Angola, incluindo eleições livres e justas".

"Os Estados Unidos apoiam o processo democrático em Angola através da democracia e programação de governação e apoiamos os esforços de observação eleitoral a nível local e internacional. Encorajamos todos os partidos políticos a participar no processo democrático, a expressar-se pacificamente e a resolver quaisquer potenciais queixas de acordo com os processos legais aplicáveis ​​sob a lei angolana", refere a nota.

"O Departamento de Estado dos Estados Unidos não tem prioridade maior do que a segurança dos cidadãos norte-americanos no estrangeiro. Levamos a sério o nosso compromisso de fornecer aos cidadãos dos Estados Unidos informações claras, oportunas e confiáveis ​​sobre todos os países do mundo para que possam tomar decisões informadas", conclui o porta-voz.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros pediu aos portugueses que estão em Angola para adotarem uma "postura vigilante". O governo desaconselha ainda a presença "junto de grandes aglomerados de pessoas", devido à proximidade das eleições gerais.

Mas não foi só Portugal a deixar o alerta. A congénere francesa também recomendou atenção aos seus emigrantes em Angola e aconselhou que exerçam "vigilância extrema, que fiquem longe de qualquer aglomeração e, se possível, evitem viagens desnecessárias".

Também a China alertou os seus compatriotas sobre o efeito da potencial instabilidade eleitoral nos seus cidadãos, aconselhando-os a reduzirem "as atividades no exterior" devido à "crescente instabilidade e incerteza da situação de segurança" causada pela campanha para as eleições gerais.

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