É a pior queda desde a crise da Covid-19
Os 500 mais ricos do mundo viram as suas fortunas encolherem num total de 187 mil milhões de euros na quinta-feira, após o anúncio de novas tarifas pelo presidente Donald Trump ter causado turbulência nos mercados globais, avança a Bloomeberg.
De acordo com o jornal, esta foi a quarta maior queda diária do Índice de Bilionários da Bloomberg em 13 anos e a pior desde a crise da Covid-19.
Mais de metade dos milionário monitorizados pelo índice sofreram perdas, com uma média de redução de 3,3% nas suas fortunas. Os magnatas norte-americanos foram os mais afetados, com Mark Zuckerberg, da Meta, e Jeff Bezos, da Amazon, a liderarem as perdas.
Zuckerberg perdeu 16,1 mil milhões de euros devido à queda de 9% das ações da Meta, enquanto Bezos viu a sua fortuna encolher em 14,3 mil milhões de euros com a desvalorização de 9% da Amazon, naquele que é o pior desempenho desde Abril de 2022.
Também Elon Musk foi afetado. O dono da Tesla - cujas ações caíra 5,5% após o anúncio, perdeu 9,9 mil milhões euros dólares no dia e acumulou uma quebra de 99,3 mil milhões no ano.
Para além de Zuckerberg, Bezos e Musk, também Ernest Garcia III, da Carvana, perdeu 1,2 mil milhões de euros com a queda de 20% das ações. Já Tobi Lutke, da Shopify, viu a sua fortuna diminuir em 1,35 mil milhões com a desvalorização da companhia e Bernard Arnault, da LVMH, que perdeu 5,42 mil milhões devido à expectativa de tarifas de 20% sobre produtos europeus destinados aos EUA.
A única exceção foi Carlos Slim, magnata mexicano, cuja fortuna cresceu 4%, chegando aos 77,2 mil milhões de euros, impulsionada pela exclusão do México das novas tarifas americanas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira a imposição de uma tarifa de base global de 10% a todos os países que considera estarem a criar barreiras comerciais aos produtos norte-americanos, acrescentando uma tarifa adicional para aqueles que considera serem os “piores infratores”. Será aplicada uma tarifa de 20% a todas as importações provenientes da União Europeia.
Alguns países, como a Rússia, que enfrenta sanções dos EUA, e o Canadá e o México, com medidas tarifárias separadas, ficaram de fora. A Santa Sé, por exemplo, também foi excluída da lista de dezenas de países e territórios visados pelo Presidente dos EUA.
