"Basta! Chega de insinuações": Governo da Gronelândia condena declarações de Trump sobre anexação

CNN Portugal , TFR com Lusa
5 jan, 11:18
Jens Frederik Nielsen

As ameaças de Trump já levaram também a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, a instar os EUA a deixar de ameaçar apoderar-se da região

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielsen, diz que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem de parar com as pressões sobre a anexação da região autónoma dinamarquesa no Ártico.

"Basta! (...) Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isto deve ser feito através dos canais adequados e de acordo com o direito internacional", escreveu durante a noite o líder da Gronelândia nas redes sociais. 

Em entrevista no domingo à revista The Atlantic, Donald Trump reafirmou a vontade de anexar o território autónomo da Gronelândia, alegando razões de "segurança nacional".

"Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional", reiterou o presidente norte-americano.

A intervenção militar norte-americana na Venezuela no sábado, que destacou o interesse de Donald Trump pelos vastos recursos petrolíferos do país, reacendeu os receios em relação à Gronelândia, cobiçada pelo presidente dos EUA pelos recursos minerais e a localização estratégica.

"EM BREVE", o aviso

Mas foi por parte de Katie Miller que chegou um dos avisos mais drásticos. A mulher de um dos principais assessores de Trump e conselheiro de Segurança da administração norte-americana, Stephen Miller publicou na última noite no X um mapa da Gronelândia com as cores da bandeira americana, acompanhado da frase "EM BREVE".

A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen instou o presidente norte-americano a deixar de ameaçar apoderar-se da Gronelândia.

"Devo dizê-lo muito claramente: É absolutamente absurdo dizer que os Estados Unidos precisam assumir o controlo da Gronelândia. Os Estados Unidos não têm o direito de anexar nenhum dos três países do Reino da Dinamarca", declarou Frederiksen em comunicado. "Por conseguinte, insto veementemente os EUA a porem termo às ameaças contra um aliado historicamente próximo e contra outro país e outro povo, que disse muito claramente que não está à venda."

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