As ameaças de Trump já levaram também a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, a instar os EUA a deixar de ameaçar apoderar-se da região
O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielsen, diz que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem de parar com as pressões sobre a anexação da região autónoma dinamarquesa no Ártico.
"Basta! (...) Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isto deve ser feito através dos canais adequados e de acordo com o direito internacional", escreveu durante a noite o líder da Gronelândia nas redes sociais.
Em entrevista no domingo à revista The Atlantic, Donald Trump reafirmou a vontade de anexar o território autónomo da Gronelândia, alegando razões de "segurança nacional".
"Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional", reiterou o presidente norte-americano.
A intervenção militar norte-americana na Venezuela no sábado, que destacou o interesse de Donald Trump pelos vastos recursos petrolíferos do país, reacendeu os receios em relação à Gronelândia, cobiçada pelo presidente dos EUA pelos recursos minerais e a localização estratégica.
"EM BREVE", o aviso
Mas foi por parte de Katie Miller que chegou um dos avisos mais drásticos. A mulher de um dos principais assessores de Trump e conselheiro de Segurança da administração norte-americana, Stephen Miller publicou na última noite no X um mapa da Gronelândia com as cores da bandeira americana, acompanhado da frase "EM BREVE".
SOON pic.twitter.com/XU6VmZxph3
— Katie Miller (@KatieMiller) January 3, 2026
A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen instou o presidente norte-americano a deixar de ameaçar apoderar-se da Gronelândia.
"Devo dizê-lo muito claramente: É absolutamente absurdo dizer que os Estados Unidos precisam assumir o controlo da Gronelândia. Os Estados Unidos não têm o direito de anexar nenhum dos três países do Reino da Dinamarca", declarou Frederiksen em comunicado. "Por conseguinte, insto veementemente os EUA a porem termo às ameaças contra um aliado historicamente próximo e contra outro país e outro povo, que disse muito claramente que não está à venda."