Estas empresas unem-se contra a decisão do Supremo e vão ajudar as funcionárias que queiram fazer um aborto legalmente noutro estado

CNN Portugal , DCT
24 jun, 23:57
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos  reverteu a decisão Roe vs Wade (AP Photo/Jae C. Hong)

São já mais dez as grandes empresas que se voluntariam para ajudar as funcionárias que queiram abortar legalmente

Amazon, Apple, Condé Nast, Disney, Levi Strauss & Co, JP Morgan, Meta, Microsoft, Reddit, Starbucks, Tesla, Uber e Warner Brothers são apenas algumas das várias empresas que já anunciaram que vão ajudar, sobretudo financeiramente, as funcionárias que queiram fazer de forma legal uma interrupção voluntária da gravidez, uma vez que o Supremo Tribunal de Justiça reverteu esta sexta-feira a decisão que dava às mulheres o direito ao aborto.

A Apple foi uma das primeiras a agir. A empresa tecnológica alterou em setembro  o seguro de saúde de modo a que as despesas médicas relacionadas com o aborto sejam suportadas. A Apple vai também pagar os custos das viagens. A Amazon também já tinha anunciado em maio que iria pagar as despesas de viagem e os procedimentos médicos sem risco de vida das funcionárias que queiram interromper voluntariamente a gravidez. A empresa diz que a ajuda será no valor máximo de quatro mil dólares (cerca de 3.789 euros) e sempre que o aborto não possa ser feito num raio de 160 quilómetros da área de residência, lê-se na Reuters.

A CNBC News diz que a Microsoft Corp. pagará as despesas de viagem para a realização do aborto a todas as funcionárias nos Estados Unidos e a Starbucks, por seu turno, não só passará a pagar as despesas de viagem para que as funcionárias residentes nos Estados Unidos façam um aborto legal, como o seguro agora também cobre procedimentos de confirmação de género. O único requisito é que estes serviços médicos não estejam disponíveis num raio de 160 quilómetros da área de residência.

Já a JPMorgan Chase, com cerca de 170.000 funcionários norte-americanos segundo o The New York Times, definiu que os custos de viagem serão cobertos se a pessoa necessitar de percorrer mais de 80 quilómetros para receber certos procedimentos médicos, incluindo abortos. Também a Disney e a Warner Brothers, avança a CNN Internacional, vão cobrir as despesas da viagem caso a funcionária tenha de se deslocar a outro estado para abortar legalmente, enquanto a Meta - dona do Facebook, Instagram e WhatsApp - irá reembolsar as despesas, ficando os custos primeiramente a cargo da pessoa. A Condé Nast - que detém as publicações The New Yorker, Vanity Fair e Wired - não só paga a viagem, como também o alojamento. 

O site do LA Times dá conta de que a Netflix, com sede na Califórnia, também oferece cobertura de reembolso de viagem para os funcionários que trabalhem a tempo inteiro nos Estados Unidos e para os seus dependentes que precisem de viajar para receber assistênciia médica, incluindo-se aqui o aborto. A Paramount, diz a Variety, anunciou esta sexta-feira o apoio monetário para casos de interrupção voluntária da gravidez e aborto e ainda novas políticas de apoio à fertilidade e construção de família, incluindo-se aqui 18 semanas de licença parental, 10 dias de licença de luto paga, incluindo perda durante a gestação, e suporte de lactção 24 horas por dia, sete dias por semana.

A Uber, diz ainda o The New York Times, alterou o seguro de saúde dos funcionários e este inclui agora “uma série de benefícios para a saúde reprodutiva, incluindo a interrupção da gravidez”. A empresa Reddit, que dá o mesmo nome à plataforma digital, também disse que os seus funcionários poderiam receber uma bolsa para cobrir viagens para procedimentos médicos, incluindo-se aqui abortos.

A Alaska Airlines anunciou esta sexta-feira que vai ajudar as suas funcionárias a obterem todos os cuidados de saúde necessários, inclusive no direito ao aborto. Num comunicado publicado no website, e pouco depois de uma polémica decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, a companhia aérea garantiu que vai “continuar a providenciar às funcionárias o apoio à saúde e bem-estar, independentemente do estado”.

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