Uma semana de espetaculares jatos de lava no Monte Etna, na Sicília, um dos vulcões mais ativos do mundo, atraiu milhares de pessoas que queriam ver a erupção.
Mas o súbito afluxo de turistas tornou-se um risco para a segurança, de acordo com Salvo Cocina, chefe da agência regional de Proteção Civil da Sicília.
A maioria dos turistas está bem equipada e acompanhada por guias alpinos e vulcanológicos, disse à CNN, mas “há também um afluxo constante de milhares de pessoas, que estacionam de forma descontrolada e caminham à beira de estradas estreitas, bloqueando a circulação de veículos de resgate”.
Na segunda-feira, oito pessoas que estavam a tentar subir a montanha sem guia perderam-se durante várias horas até serem localizadas pelos socorristas, indicou Cocina. No domingo, um homem de 48 anos fraturou o pé depois de cair no gelo, contou ainda.
A presença constante de equipas de resgate, incluindo ambulâncias todo-o-terreno e outros veículos com tração às quatro rodas, é importante para aqueles que trabalham no vulcão e para os guias que estão autorizados a levar as pessoas para a montanha.
“Bloqueá-los criou uma situação perigosa para todos”, alertou.
A atual fase eruptiva começou a 11 de fevereiro, de acordo com o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia do país. Os vídeos e as fotografias da lava cor de laranja brilhante a escorrer pela encosta da montanha tornaram-se virais depois de um grupo de caminhantes os ter publicado nas redes sociais.
Boris Behncke, um vulcanólogo do Observatório do Etna, que vive no flanco da montanha, disse à CNN na terça-feira que a lava tinha descido até cerca de 1.950 metros de altitude e destruído árvores perto de uma estrada de serviço.
O aeroporto de Catânia também desviou os voos devido às nuvens de cinzas no domingo e na segunda-feira, de acordo com a conta X do aeroporto, mas já retomou todos os serviços. O aeroporto encerra várias vezes por ano devido à atividade do vulcão.
Para além de ser o estratovulcão mais ativo do mundo, o Monte Etna é também o vulcão mais alto da Europa, com cerca de 3.350 metros de altura.
Em 2023, uma nuvem de cinzas vulcânicas expelida pelo vulcão provocou o encerramento de um dos maiores aeroportos da Sicília, levando a atrasos, cancelamentos e desvios de voos.
*Duarte Mendonça contribuiu para este artigo
