Estados Unidos acreditam que vários membros da tripulação foram raptados
Se é verdade que uma imagem vale por mil palavras, o vídeo partilhado pelos rebeldes Houthis do ataque ao navio Eternity C é um espelho perfeito disso mesmo.
A embarcação operada por uma empresa da Grécia e com bandeira da Libéria foi atacada no Mar Vermelho, acabando por ficar seriamente danificada, o que levou ao naufrágio total.
As autoridades já conseguiram salvar 10 membros da tripulação - que passaram mais de 24 horas em alto mar -, mas há outros 11 que estão desaparecidos, além de haver já quatro mortos confirmados.
Os Houthis reivindicaram este e outro ataque do mesmo género, naquele que é um momento sem precedentes na tensão vivida no Mar Vermelho, e que volta a colocar os rebeldes do Iémen no centro do mapa.
Quanto aos membros da tripulação que ainda estão desaparecidos, a missão dos Estados Unidos acredita que foram raptados pelos Houthis. “A Marinha do Iémen respondeu a uma chamada de salvamento de uma tripulação, fornecendo cuidados médicos e transportando-a para um local seguro”, referiu o grupo alinhado com o Irão num anúncio que passou na televisão.
Um ataque semelhante ocorreu dois dias antes ao Magic Seas, também um navio com bandeira da Libéria. Nesse caso foram salvos todos os tripulantes, sendo que a embarcação também se afundou.
Os renovados ataques do Houthis vêm dar novo fôlego a um grupo que atacou mais de 100 navios entre novembro de 2023 e dezembro de 2024. Os Estados Unidos acabaram por anunciar um acordo em que os rebeldes concordavam parar com os ataques, mas isso parece ter sido quebrado.
Quanto ao Eternity C, e como se pode comprovar pelo vídeo, foi atacado por diversas vezes com recurso a drones marítimos e a lança-granadas disparados a partir de lanchas Houthis. Todos os botes foram destruídos durante o ataque, o que deixou a tripulação sem hipóteses para lá de sobreviver no mar.
O mesmo vídeo mostra como o navio se afunda lentamente, com imagens que fazem claramente lembrar o Titanic.
Isto já depois de renovados ataques com drones, sendo que militantes Houthis se mantiveram ao lado do navio.