Pastilha elástica experimental pode reduzir a covid-19

23 nov, 20:15
Pastilhas elásticas
Pastilhas elásticas

Produto pode reduzir carga viral na saliva em cerca de 95% e ajudar a mitigar a propagação do vírus

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A pandemia de covid-19 tem potenciado vários avanços científicos e é o mote para muitas experiências inovadoras. Entre elas, está uma pastilha elástica que pode ser mais uma "arma" contra o vírus.

Segundo os autores do estudo, uma equipa de investigadores da Universidade da Pensilvânia, esta pastilha elástica contém uma proteína que "retém" as partículas da covid-19, pode limitar a quantidade de vírus na saliva e ajudar a conter a transmissão do SARS-CoV-2 quando as pessoas infetadas estão a falar, a respirar ou a tossir.

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A experiência foi publicada na revista científica Molecular Therapy, mas precisa, contudo, de investigação adicional que a corrobore e tem de ser certificada pela revisão por pares.

Como funciona?

A pastilha elástica contém cópias da proteína ACE2 encontrada na superfície das células e que o vírus usa como porta de entrada para invadir as células e infetá-las.

Nas experiências de laboratório, que utilizaram amostras de saliva e esfregaços de indivíduos infetados, as partículas de vírus ligaram-se aos "receptores" ACE2 na pastilha.

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Como resultado, a carga viral nas amostras caiu mais de 95%.

Com o sabor de uma pastilha elástica convencional, pode ser armazenada durante anos em temperaturas normais e a mastigação não danifica as moléculas da proteína ACE2, garantem os cientistas.

O uso da pastilha elástica para reduzir a carga viral na saliva, sugerem os cientistas citados pela Reuters, aumentaria o benefício oferecido pelas vacinas e seria particularmente útil em países onde as vacinas ainda não estão disponíveis ou são escassas.

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