Está provado pela ciência: avós estão mais ligadas aos netos do que aos próprios filhos

22 nov, 15:40
Avó e netas
Avó e netas

Estudo revela que as avós sentem as emoções que os netos estão a sentir. Em relação aos filhos, querem antes perceber o que sentem

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Um grupo de cientistas da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, realizou aquele que é o primeiro estudo ao cérebro das avós, uma análise que veio, no fundo, confirmar aquilo que muitos já desconfiavam: as avós sentem-se emocionalmente mais ligadas aos netos do que aos próprios filhos.

Segundo a investigação, publicada na revista Proceedings of the Royal Society B, os netos despertam empatia emocional nas avós, uma espécie de espelho de emoções que faz com que elas sintam aquilo que os netos estão a sentir.

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Para chegar a esta conclusão, foram recrutadas 50 avós - com, pelo menos, um neto biológico, com idades entre os três e os 12 anos - que tiveram uma simples tarefa: olhar para fotografias dos netos, dos filhos e de crianças e adultos desconhecidos. Durante esta fase, foi feita uma monitorização do cérebro das avós, através de ressonância magnética funcional, o que permitiu perceber que cada pessoa na imagem levava a ativações diferentes no cérebro. As avós também responderam a questionários sobre o nível de envolvimento e ligação com os netos.

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Perante fotografias dos netos, o cérebro das avós ativava a região ligada à empatia emocional (como o córtex somatossensorial secundário). Na prática, diz o autor do estudo, James Rilling, tal sugere que “as avós estão voltadas para sentir o que o neto sente”, isto é, se o neto está feliz, a avó está feliz e, se o neto está triste, essa mesma tristeza apodera-se da avó, lê-se no The Guardian.

As áreas do cérebro envolvidas na simulação e na preparação motora foram também ativadas perante imagens dos netos, uma reação que é idêntica à das mães e que está ligada ao ímpeto do cuidado e da proteção.

Quando estavam a olhar para imagens dos filhos adultos, as mulheres que fizeram parte do estudo apresentaram uma ativação cerebral das partes relacionadas com a empatia cognitiva (como o córtex motor), ou seja, ao invés de sentirem as emoções dos filhos (fossem elas positivas ou negativas), estavam mais focadas em perceber o que sentiam.

Porém, destaca a investigação, o lado emocional está também presente: diz o autor do estudo que a empatia cognitiva está ainda relacionada com a vontade de querer perceber o que é que a outra pessoa está a sentir, embora isso depois não se espelhe nos seus próprios sentimentos, tal como acontece na relação entre avós e netos.

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