Marque no calendário: no final de junho vamos ter novidades sobre a imunidade contra a covid-19

Agência Lusa , FMC
26 mai, 17:05
Vacina (AP Photo/Eraldo Peres)

Trata-se de um trabalho feito pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge

Trinta e seis hospitais públicos e 16 laboratórios privados participam na quarta fase do inquérito serológico nacional, que vai permitir avaliar a imunidade da população após a vacinação contra a covid-19, anunciou esta quinta-feira o INSA.

O trabalho de campo desta nova fase do estudo já arrancou e os primeiros resultados devem ser conhecidos até final de junho, avançou o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) em comunicado.

Segundo o instituto, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde e os laboratórios privados envolvidos nesta quarta fase vão selecionar cerca de 4.000 amostras de soro, que serão colhidas em todo o território nacional e em pessoas de todos os grupos etários. 

Desenvolvido pelos departamentos de epidemiologia e de doenças infecciosas do INSA, o inquérito serológico nacional tem como "objetivo conhecer a distribuição dos anticorpos específicos contra o SARS-CoV-2 na população residente em Portugal, por grupos etários e regiões”, permitindo monitorizar a imunidade da população após a implementação do programa de vacinação contra a covid-19, explicou.

De acordo com os últimos dados da Direção-Geral da Saúde, 92% dos residentes em Portugal têm a vacinação completa e 62% já receberam a dose de reforço da imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2.

Este inquérito, que começou em maio de 2020, é desenvolvido pelo INSA em parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde de todas as regiões de saúde.

Os resultados da terceira fase, divulgados em dezembro de 2021, indicaram que a população com mais de um ano de idade tinha uma imunidade contra o SARS-CoV-2 de 86,4%, valores considerados consistentes com a cobertura vacinal na altura.

As regiões do Algarve e dos Açores foram aquelas em que se observou uma menor seroprevalência total (o nível de imunidade da população para a infeção), com 80,2% e 84,0%, respetivamente.

Os resultados indicaram também que os grupos etários abaixo dos 20 anos foram os apresentavam seroprevalências totais mais baixas (17,9% entre 1-9 anos e 76,8% entre os 10-19 anos).

O nível de anticorpos específicos contra o SARS-CoV-2 foram mais elevados nas pessoas com três doses de vacina e nas que foram vacinadas e tiveram infeção, tendo sido os valores mais baixos estimados para o grupo de pessoas com uma única dose.

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