Universidade Nova de Lisboa tem aluno retido em Gaza, pede intervenção "urgente" de Portugal e Israel

Agência Lusa , MCC
8 ago 2025, 18:50
Palestinianos transportam ajuda humanitária que entrou em Gaza através de Israel, em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, este domingo (Ebrahim Hajjaj/Reuters)

Não consegue sair devido à guerra

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa pediu esta sexta-feira às autoridades portuguesas e israelitas “que atuem com urgência” na emissão de visto ao estudante palestiniano retido em Gaza, considerando ser “uma situação inaceitável”.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a instituição manifestou “a sua profunda preocupação com a situação de Tarek al-Farra”, o estudante palestiniano residente na Faixa de Gaza e admitido num mestrado na instituição portuguesa em Estudos Ingleses e Norte-Americanos que devia iniciar em setembro.

“Tarek al-Farra aguarda a emissão do visto de estudante, um requisito indispensável para poder sair de Gaza, processo que depende da autorização das autoridades israelitas. A NOVA FCSH tem feito todos os esforços para apoiar Tarek, mas a ausência de mecanismos eficazes que garantam a saída segura de estudantes em zonas de conflito impede a concretização do direito fundamental à educação e à segurança. Estamos perante uma situação inaceitável do ponto de vista humano e moral”, defendeu a faculdade.

Recordando que Tarek al-Farra permanece em Gaza com a família “privado de condições básicas de segurança e sobrevivência e sujeito a restrições extremas impostas pelo bloqueio”, a NOVA FCSH apelou “às autoridades portuguesas e israelitas para que atuem com urgência, garantindo a emissão rápida do visto de estudante”.

A faculdade pede também “mecanismos humanitários que permitam a saída de estudantes e investigadores de zonas de guerra, honrando os compromissos éticos e institucionais assumidos pelas universidades”.

Tarek Al-Farra, de 23 anos, está inscrito num mestrado na FCSH da Universidade NOVA de Lisboa e até já pagou parte das propinas, mas não consegue obter visto para estudar em Portugal devido à guerra.

A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (AEFCSH) da NOVA manifestou-se, no final de julho, solidária com o caso, adiantando que se mantinha em contacto com o estudante palestiniano.

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