Veríssimo: «Reconhecemos que podíamos ter feito mais»

David Marques , Estádio António Coimbra da Mota, Estoril
19 ago, 23:41
Estoril-Rio Ave (LUSA/MIGUEL A. LOPES)

Estoril-Rio Av, 2-2 (reportagem)

Nélson Veríssimo, treinador do Estoril, em declarações aos jornalistas após o jogo com o Rio Ave para a 3.ª jornada da Liga:

[Três jogos, três resultados distintos. O que lhe diz isto também sobre o equilíbrio da equipa e o campeonato?]

«Diz-nos que sabe sempre melhor ganhar do que o contrário. São três jogos diferentes contra equipas que colocaram problemas diferentes e isso aconteceu hoje com o Rio Ave. Cada jogo tem a sua história.

Olhando para a prestação de hoje ,sabíamos que o Rio Ave nos iria criar problemas. Quando o Rio Ave tivesse bola, tínhamos de ter consistência defensiva. (...) Nem sempre conseguimos. Tivemos dificuldades em contrariar essas ações ofensivas. Entrámos bem no jogo, com 15 minutos bons e é nesse período que chegamos ao primeiro golo.

Depois, com o decorrer da primeira parte, o Rio Ave conseguiu criar-nos problemas. Ainda assim, tivemos bons momentos com bola, com chegadas à baliza contrária.

Ao intervalo retificámos o posicionamento.

Na fase inicial da segunda parte conseguimos contrariar de certa forma o jogo ofensivo do Rio Ave. Em termos ofensivos tivemos algum critério na forma como fomos saindo a jogar, mas não foi de todo suficiente para fazer o que queríamos, que era chegar ao segundo golo.

No segundo golo, num lance em que o nosso posicionamento coletivo foi mau, o Rio Ave aproveitou para chegar à vantagem. Virou o resultado, mas tenho de registar a forma como a equipa reagiu à desvantagem. Fomos à procura do golo do empate, que conseguimos com todo o mérito. O Rio Ave teve mais posse de bola, mas em termos de ocasiões de golo foi muito semelhante.

A questão do penálti não deixa margem para dúvidas que não é nenhum penálti. O Paulo Vitor aproveita aquele momento para se desequilibrar.

Somámos um ponto num jogo em que queríamos ter somado três. Reconhecemos que podíamos ter feito mais, mas estamos no início da Liga e há muita margem na forma de jogar da equipa.»

[Sobre a estreia de Tiago Santos]

«Tive a oportunidade de falar com ele antes do jogo. Ele já suspeitava que ia jogar, em virtude do castigo do Gonçalo Esteves. Disse-lhe para entrar tranquilo e desinibir-se. Disse para ter algumas cautelas sempre que tivesse bola à entrada da nossa grande-área. Para estreia esteve bem. Não podemos ter as expectativas muito elevadas porque é sempre uma estreia, mas globalmente deu uma resposta positiva.»

[Primeiro golo foi fabricado por duas das novidades que trouxe para o onze inicial: Rodrigo Martins, estreia a titular, e Tiago Santos, estreia absoluta pelo Estoril. Que comentário lhe merece este dado?]

«Dá-nos a tranquilidade ou pelo menos garantias. No jogo em Guimarães o Derlei foi convocado. Saíram 21 e em Guimarães ele fica de fora. Ele estava a ver o aquecimento dos colegas, sentei-me um bocadinho a falar com ele sobre as oportunidades que a vida nos proporciona. Num momento não somos opção e no momento seguinte essa oportunidade pode aparecer. E quando aparece temos de estar preparados para dar uma resposta positiva. E a oportunidade que surgiu foi para o Derlei [Tiago Santos]. Espero que eles nos coloquem esses problemas: à medida que as jornadas vão decorrendo, independentemente de quem jogar, eles darem respostas positivas. É um bom problema que depois o treinador tem de resolver. É das boas dores de cabeça que eu gostaria de ter ao longo desta época.»

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