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Ian Cathro: «Para se jogar no Estoril é preciso ter big balls»

Ricardo Gouveia , Estádio de Alvalade
4 mar 2025, 00:13
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Treinador do Estoril destaca a «mentalidade» da sua equipa frente ao Sporting em Alvalade

Ian Cathro, treinador do Estoril, em conferência de imprensa, no Estádio de Alvalade, depois da derrota diante do Sporting (1-3), em jogo da 24.ª jornada da Liga:

Xeka e Wagner Pina estão bem depois daquele choque de cabeças?

«Os dois jogadores parece que já estão melhores. Foi um daqueles momentos em que houve algum perigo, mas acho que estão os dois bem».

Não foi muito arriscado vir jogar a Alvalade com um bloco tão subido?

«Que tipo de futebol gosta de ver? Gostaste do jogo? Nós queríamos jogar, cometemos erros na primeira parte, na abordagem individual em alguns momentos, na comunicação, mas isso não tem a ver com o processo. Queremos um Estoril que jogue sem medo, para que as pessoas gostem de ver o Estoril jogar. Hoje conseguimos calar cinquenta mil. O Estoril é uma equipa da Liga que está a crescer, sem medo, por isso é que vocês gostam de ver jogar o Estoril. Para jogar neste Estoril é preciso ter c******, big balls. Não vamos olhar para trás, vamos continuar a jogar assim».

O Estoril já pensa na Europa com a época que está a fazer?

«Olho para amanhã, para um bom treino de recuperação, para ficar tudo bem. Infelizmente os jogadores vão ter de sentar-se hoje e ver alguns vídeos, depois vamos tentar fazer um jogo ainda melhor com a mesma intensidade frente ao Farense. Não se pode dizer c******? Já está dito, às vezes é melhor trocar para inglês».

Insistindo, não é arriscado esta audácia diante de um jogador como Gyokeres?

«É a mesma pergunta que o teu colega fez. Temos de olhar é para onde queremos chegar. Se queremos melhorar, não podemos fazer uma coisa num dia e depois fazer uma coisa diferente porque o adversário é diferente. Não estou aqui para sobreviver, estou aqui para fazer algo diferente. É preciso trabalho, sim, mas na nossa atitude, quero que vocês gostem de ver o jogo e, nesse sentido, acho que o Estoril jogou bem».

Como é que as equipas portuguesas podem aprender com este Estoril?

«Acho que a pergunta é boa, mas não tenho responsabilidade para dar essa reposta. Posso falar apenas pelo Estoril, vamos jogar sem medo. Infelizmente temos de ter momentos assim, para depois crescermos».

Os extremos do Estoril jogaram de fora para dentro. Foi uma opção estratégica?

«Uma equipa que quer ter bola, tem de ter mobilidade e nós temos a nossa dinâmica que consegue ter algum impacto sobre o adversário, para criar algumas dúvidas na frente. Nos últimos jogos temos conseguido isso, mas no futuro queremos fazer outras coisas. Hoje mostrámos que temos opções diferentes. Hoje tivemos avançados diferentes, utilizámos o Amaral sempre com a ideia para chegar mais perto da baliza, de ser mais ofensivo. Temos de conseguir isso para ganhar ais jogos».

Já admitiu erros neste jogo, mas o que é que tira de positivo?

«Primeiro a mentalidade. Falámos ao intervalo que na segunda parte a única coisa que não podíamos fazer era baixar os braços. Não quero que a minha equipa pense que hoje talvez não dê. Temos conseguido várias coisas, as pessoas falam das mudanças de quatro para três, mas a chave do nosso progresso é a mentalidade do jogo e o que eles fazem todos os dias. Fico feliz por isso».

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