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Cathro: «Sou um treinador fraco, não pedi ao Robles para se atirar para o chão»

13 abr, 00:35
Ian Cathro (Foto: Estoril)

Ironia do treinador do Estoril depois da derrota diante do FC Porto (1-3)

Ian Cathro, treinador do Estoril, na análise à derrota, em casa, diante do FC Porto (1-3), em jogo da 29.ª jornada da Liga.

Primeira parte muito difícil para o Estoril

«Talvez. Já disse, mas posso repetir. Hoje percebi que sou um treinador fraco porque não pedi ao Robles para se atirar para o chão para podermos ajustar a pressão. Era o que devia ter feito. Daqui para a frente vou ser mais um desses».

Está a falar a sério ou está a ser irónico?

«Não tenho responsabilidade pela tua perceção, tenho responsabilidade pelas minhas palavras».

Ontem disse que o FC Porto está quase uma «maquina de jogar futebol». Acha que o FC Porto vai ser campeão?

«Essa segunda parte não me interessa nada. Também não vou estar aqui sem dar mérito ao adversário, estive lá no campo e sei que jogámos contra uma boa equipa. Uma equipa que entrou no jogo com muita energia, muita fome, muita intensidade, com o vento a ajudar um bocadinho, mas conseguiram impor intensidade em todas as ações. Nós tivemos esse problema, tivemos de ajudar e não conseguimos aquela comunicação. Ficou para o intervalo. Devia ter sido feito antes, com o guarda-redes no chão e o quadro tático na mão.»

A nível tático, quais as maiores dificuldades?

«Tivemos dificuldades na pressão. Um dos lados estava mais ou menos controlado, mas eles ficaram com linhas para o lateral esquerdo dele que não deviam ter. tentámos reajustar isso ao longo da primeira parte, com um toquezinho aqui e ali, mas é difícil fazer isso durante o jogo. Vou aprender, já chega».

Rafik Guitane começou no banco

«Toda a gente sabe que esse jogador tem características diferentes, a nível de posicionamento mantivemos igual, mas optámos por características diferentes nesse espaço. O Rafik entrou a fazer um esforço para estar em campo. A semana passada não conseguimos preencher o banco, hoje enchemos, mas tínhamos jogadores muito limitados, para não dizer lesionados. Fizemos este jogo com todos os centrais lesionados, o que não é fácil. Bacher fez um grande esforço para estar ali.»

Como é que é jogar em casa e ver a maior parte dos adeptos a assobiar um dos seus jogadores (Pizzi)?

«Não estive muito atento a isso. É triste, é feio e é triste. Mas eu sou estrangeiro, não vou estar a atirar pedras ao povo português porque quero estar aqui. Mas é triste e é feio e ponto final».

Foi surpreendido pela estratégia do FC Porto? O golo cedo atrapalhou?

«Não teve a ver com o golo. Trabalhamos três ou quatro momentos defensivos, um deles foi o pontapé de baliza, quando o guarda-redes tem bola. A forma como pressionamos o guarda-redes, ia-nos dar espaços no lado direito, mas durante o jogo não estávamos a conseguir ajudar o posicionamento nesse lado direito. Tentámos, mas falhei».

O Estoril está no sétimo e já não deve mexer muito. Como vai encontrar motivação?

«Esse é um dos problemas. Parece que está no ar que está feito e vamos deixar o tempo passar. É horrível. Além de termos mais adeptos adversários em nossa casa, é triste e feio, tu fazeres essa pergunta também é horrível. Não acho justo que a equipa que fica em sétimo ganhe o mesmo da que fica em décimo terceiro. Sei que nas próximas semanas vou levar com essa pergunta. Antigamente perguntavam-me pela manutenção. Temos um objetivo muito claro que é o desenvolvimento desta equipa e a estabilidade. Depois dessa primeira fase, temos de começar a trabalhar no futuro».

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