A análise do treinador do Estoril ao empate diante do Casa Pia (0-0)
Ian Cathro, treinador do Estoril, na análise ao empate em golos, em casa, diante do Casa Pia, em jogo da 25.ª jornada da Liga.
Balanço deste jogo sem golos e com poucas oportunidades
«Acho que nós mantivemos um bom equilíbrio durante muitos momentos do jogo. No início, o Casa Pia entrou com uma pressão mais agressiva, não estávamos à espera, mas acho que os jogadores perceberam rápido quando é que podem tentar fugir dessa zona de primeira pressão para depois conseguirem as linhas que precisamos para progredir no campo. Acho que os jogadores fizeram isso muito bem, mostrámos uma boa qualidade de jogo, a nível do passe, da organização, encontrámos um espaço entrelinhas que dava para acelerar. Talvez nesses momentos não tenhamos conseguido atacar tão bem a profundidade, mas são decisões muito rápidas, porque o adversário mostrou muito respeito pela nossa qualidade e também mudou a organização defensiva. Faltou um pouco isso, ma acho que os jogadores fizeram um jogo muito competente.»
Até à hora de jogo, o Estoril não fez um único remate à baliza
Não fizemos nenhum remate na primeira hora de jogo? Temos de rematar mais à baliza e está resolvido.
O que pretendeu com a entrada de Xeka?
«Com o Xeka conseguimos trazer outras características, estávamos a defender frente a dois avançados e era importante ter um bom controlo no corredor central, principalmente nas segundas bolas, para conseguir manter o nosso momento do jogo. Acho que ele entrou bem a fazer esse papel. Também foi importante ele ter estes minutos, ganhámos mais um jogador disponível para os nove jogos que faltam».
A equipa sentiu a falta de João Carvalho?
«Acho que qualquer equipa, não tenho problema em incluir os grandes aqui, ia sentir falta do João. Se a pergunta é essa, a resposta é muito simples: sim, o João é um jogador para mim incrível, com uma inteligência fora do normal e tem uma capacidade técnica que está alinhada com essa inteligência. É muito importante para nós, mas, ao mesmo tempo, não foi pela falta do João que não conseguimos marcar um golo hoje. Talvez tenha faltado agressividade em atacar o espaço entre os centrais, mas também não podemos estar à espera de fazer três ou quatro golos a cada jornada. Temos de olhar para o jogo e ser justos com o trabalho que os jogadores fizeram. Hoje queríamos ganhar, não conseguimos, mas ao mesmo tempo passamos de 33 para 34 pontos. Há dois anos a equipa acabou a época com 33 pontos, agora em março já temos 34. Na época passada quando conseguimos 34 pontos houve fogo de artifício no estádio, hoje não houve. É bom sinal, mas ao mesmo tempo não podemos exigir que agora tenhamos de marcar três ou quatro golos em todas as jornadas. É preciso ter calma, somos um Estoril que quer crescer e valorizar o futebol português».
Falou em fome antes do jogo, sentiu essa fome sobre o relvado?
«Sim, senti muita fome, fomos muito superiores».