Cathro: «Entrámos como o Estoril normal, depois carregámos no botão...»

Ricardo Gouveia , Estádio António Coimbra da Mota
7 fev, 21:09
Santa Clara-Estoril (EDUARDO COSTA/LUSA)

Estoril-Tondela, 2-2 (reportagem)

Ian Cathro, treinador do Estoril, em conferência de imprensa, depois do empate consentido, em casa, diante do Tondela (2-2), em jogo da 21.ª jornada da Liga.

Duas partes muito distintas, como explica tantas mudanças no jogo?

«Entrámos mal nos primeiros vinte minutos. O jogo fica marcado por esses primeiros vinte minutos. Entrámos como o Estoril normal, depois carregámos no botão para voltar a ser o Estoril em construção. É o nosso trabalho, tentar melhorar sempre a equipa. Não seria justo também não falar no mérito do outro lado. O adversário entrou muito forte e mereceu a vantagem que conseguiu. Podíamos ter virado o resultado, faltou-nos um pouco e, lá está, é uma lição que levamos para mais à frente. Somos uma equipa ainda em construção que ainda comete erros.»

Jandro Orellano já esteve no banco e até foi utilizado. Vai ser titular no próximo jogo?

«Não vais ser tu [jornalista] a escolher a equipa, espero eu... Ainda tenho tempo para ver essas coisas.»

O Estoril reagiu bem na primeira parte, mas sentiu mais dificuldades na segunda…

«Não concordo, acho que não sofremos tanto, acho que defendemos melhor na segunda parte. Tivemos o jogo mais controlado. Dava a sensação de que na primeira vimos uma equipa zangada, a fazer tudo para voltar ao jogo. Tivemos mais volume de jogo, mas o Tondela também teve. Na segunda parte as pessoas que estavam na bancada só olharam para um lado do campo. Criámos algumas situações, mas quando a bola não entra permite essas perguntas.»

O Estoril passa a ter o segundo melhor ataque da Liga, à frente do Sp. Braga, FC Porto e Benfica. Orgulhoso?

«Não. Estou aqui para ganhar o maior número de jogos possíveis, não estamos aqui para sermos o melhor ataque.»

 O que falta a este Estoril para dar o salto e pensar na Europa?

«Não consigo olhar para essas coisas dessa forma, mas posso tentar explicar. Amanhã, por exemplo, vamos chegar aqui, vamos de autocarro, vamos treinar e voltar aqui de autocarro. Se este clube quer crescer, tem de mudar. Vai ser muito difícil a este clube crescer se continuar muito, muito, muito preocupado com uma possível descida de divisão. O clube tem de investir mais nas condições para poder crescer. A minha missão é passar a ideia de que este clube não vai descer. Tem de chegar a um ponto que os investidores percebam que o clube está estável. Não vou estar aqui a vender mentiras para ser um treinador que está a trabalhar mais ou menos bem. O clube vai estar bem, vamos criar mais estabilidade e essa estabilidade vai permitir crescermos e termos outras coisas. Fazer três ou quatro jogos na Europa serve de quê? Depois nada? Tens de ter as coisas preparadas para isso e nós mão temos. Os jogadores até podem ganhar dez jogos seguidos e ficamos nas mesmas condições. Acredito em A, B e C, mas ainda estamos no A. É a minha maneira de ver as coias e não me calo».

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