Iraque: oito feridos em protesto em Bagdade contra Corão queimado em Estocolmo

Agência Lusa , HCL
23 jan, 18:03
Invasão do Parlamento do Iraque

Após a intervenção da polícia, os manifestantes começaram então a dispersar, referiu um repórter fotográfico da AFP

Um polícia e sete manifestantes ficaram feridos em Bagdade durante uma manifestação organizada defronte da embaixada da Suécia na capital iraquiana para protestar contra a queima de um exemplar do Alcorão por um elemento da extrema-direita em Estocolmo.

Fonte do Ministério do Interior iraquiano, citada pela agência noticiosa France-Presse (AFP), adiantou que entre 400 a 500 manifestantes protestaram diante da missão diplomática da Suécia em Bagdade e tentaram entrar no edifício da embaixada, tendo sido impedidos pela polícia, o que desencadeou os confrontos.

A fonte adiantou que os manifestantes, ao serem impedidos pela polícia, começaram a atirar pedras, o que levou as forças da ordem a recorrerem ao uso de bastões para dispersar as pessoas, tendo os confrontos provocado oito feridos.

Após a intervenção da polícia, os manifestantes começaram então a dispersar, referiu um repórter fotográfico da AFP.

A manifestação ocorreu a pedido de grupos pró-Irão muito ativos no Iraque, um país maioritariamente muçulmano.

Entre outras, os manifestantes gritaram palavras de ordem como “não à Suécia, sim ao Alcorão".

Na vizinha Síria, em al-Bab, uma cidade do norte sob o controlo das forças turcas, algumas centenas de pessoas também se manifestaram pelos mesmos motivos, informou o correspondente da AFP.

Os manifestantes queimaram a bandeira sueca e entoaram palavras de ordem contra o país nórdico.

Os protestos acontecem dois dias depois de o extremista de direita sueco-dinamarquês Rasmus Paludan ter queimado uma cópia do Alcorão em Estocolmo, ato destinado a denunciar as negociações suecas com a Turquia sobre a adesão da Suécia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

A polícia sueca considerou, então, que a Constituição e as liberdades de manifestação e expressão na Suécia não justificavam a proibição desta manifestação em nome da ordem pública.

A autorização dada a esta manifestação anti-islâmica provocou um incidente diplomático com a Turquia, com muitos outros países muçulmanos a expressarem indignação.

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