Dolce & Gabbana abandona a pele em prol de alternativas ecológicas

CNN , Oscar Holland
14 fev, 16:00
Desfile de Dolce & Gabanna Foto: Victor Virgile/Gamma-Rapho/Getty Images

Marca italiana de luxo junta-se ao cada vez mais amplo lote de casas de moda que recusam peles verdadeiras nas suas coleções

A Dolce & Gabbana junta-se a uma lista crescente de casas de moda a banir pele de animais, ao anunciar que irá utilizar uma "eco-pele" nas futuras coleções.

Numa declaração conjunta com o grupo pelos direitos dos animais Humane Society International, a marca italiana disse que iria retirar a pele de animal, a partir deste ano. Contudo, irá continuar a trabalhar com "mestres peleiros" para criar uma "alternativa de pele sintética sustentável que utilize materiais reciclados e recicláveis."

"A Dolce & Gabbana está a trabalhar para um futuro mais sustentável que não possa contemplar a utilização de pele animal," afirmou o responsável de comunicação e marketing Fedele Usai, num comunicado, acrescentando: "Todo o sistema de moda tem um papel substancial de responsabilidade social que deve ser promovida e encorajada."

Com marcas como a Chanel, a Prada e a Burberry a fazerem promessas semelhantes, nos últimos anos, a D&G tem enfrentado cada vez mais pedidos para proibir a pele animal – incluindo pele de marta e de raposa – das suas coleções.

O grupo de campanha People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), que organizou protestos massivos no interior e no exterior de várias lojas de marcas, recebeu com agrado a decisão de segunda-feira como "compassiva e comercialmente sensata". A organização pelos direitos dos animais disse que tinha recebido emails sobre a D&G de mais de 300 mil apoiantes ao longo de duas décadas de campanha.

A D&G não revelou mais pormenores sobre como – ou de que materiais – será fabricada a pele sintética, mas afirmou que a nova política cumpre as diretrizes emitidas pela Fur Free Alliance, uma organização de grupos de proteção animal. Num comunicado de imprensa, a o presidente da Fur Free Alliance, Joh Vinding, louvou a D&G por "terminar a sua associação à crueldade das peles e por mudar para materiais mais humanos e inovadores."

Em 2017, a também italiana Gucci tornou-se uma das primeiras marcas de luxo a anunciar que se tornaria fur-free (sem pele de animais), um ato que a Humane Society International descreveu, na altura, como "uma enorme reviravolta".

Em setembro passado, a dona da marca, Kering, disse do resto das suas marcas – incluindo a Yves Saint Laurent, Alexander McQueen e Balenciaga – iriam seguir o exemplo até ao outono de 2022.

Retalhistas, incluindo o Macy's e o Bloomingdale's também começaram a banir produtos de pele, enquanto a London Fashion Week e a revista Elle baniram artigos de pele das passadeiras e dos editoriais, respetivamente.

Acredita-se que a Rainha Isabel II deixou de usar pele verdadeira, segundo o responsável pelo seu guarda-roupa, enquanto a cantora Billie Eilish negociou um compromisso de não utilização de pele com a marca americana Oscar de la Renta, em troca de usar a sua roupa na Gala do Met do ano passado.

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