Médica do Exército dos EUA e a mulher acusadas de espiar ao serviço da Rússia

30 set, 09:45
Soldados americanos

Uma das suspeitas revelou agir "motivada pelo patriotismo russo, mesmo que significasse ser despedida ou detida"

Uma médica do Exército dos Estados Unidos e a sua mulher foram acusadas de espiar ao serviço da Rússia.

Jamie Lee Henry e Anna Gabrielian estão acusadas de conspiração e divulgação de informações identificáveis relativas à saúde de pacientes. As autoridades alegam que as duas suspeitas planeavam partilhar informações confidenciais sobre pacientes de um hospital militar com o governo russo.

De acordo com a BBC, os procuradores afirmam que Henry planeava usar as suas credenciais para ganhar acesso a documentos confidenciais do hospital da base militar de Fort Bragg, onde trabalhava. Por sua vez, Gabrielian iria partilhar informações confidenciais do Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, onde trabalhava. Gabrielian terá inclusive oferecido a sua ajuda à embaixada russa em Washington já depois da invasão da Ucrânia.

Em agosto, foi contactada por um agente secreto do FBI, que se fez passar por um funcionário da embaixada russa. De acordo com a acusação, Gabrielian terá revelado que agia “motivada pelo patriotismo russo” e estava disposta a ajudar Moscovo com qualquer informação, “mesmo que isso significasse ser despedida ou detida”.

Anna Gabrielian terá depois proposto que a sua mulher também participasse no esquema. Num encontro posterior, Henry revelou mesmo que estava comprometida com a Rússia e estava mesmo a pensar voluntariar-se no exército leal ao Kremlin.

Se condenadas, as duas mulheres podem enfrentar até 15 anos de prisão. Até agora, não há qualquer reação dos representantes das acusadas nem das autoridades russas.

E.U.A.

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