VÍDEO: Trump fala de ataques ao Irão e de «libertar Cuba» durante receção a Messi

5 mar, 23:54
Inter Miami com Messi recebidos na Casa Branca por Donald Trump (FOTO: EPA/YURI GRIPAS / POOL)

Equipa do Inter Miami acabou por aplaudir o discurso do presidente dos Estados Unidos

A receção do Inter Miami na Casa Branca, organizada para assinalar a conquista da MLS, ficou marcada por declarações inesperadas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que abordou temas de política internacional perante os jogadores liderados por Lionel Messi.

Durante o discurso, Trump referiu-se aos recentes bombardeamentos norte-americanos contra o Irão e elogiou as forças militares dos EUA.

«Os nossos militares estão a fazer um grande trabalho. Mais uma vez, o maior exército que alguém já viu. Obrigado», afirmou o presidente, numa intervenção feita diante de toda a equipa de Miami que acabou por reagir com aplausos.

Trump aproveitou o momento para justificar a sua postura em relação ao Irão, fazendo referência ao general iraniano Qasem Soleimani, morto num ataque norte-americano em 2020.

«Grande parte disto veio de Soleimani e do Irão. Outros presidentes viveram com isso, eu não vivi com isso», acrescentou.

As declarações surgiram num evento que tinha como objetivo celebrar a conquista do campeonato norte-americano por parte do Inter Miami, clube que conta com o antigo capitão inglês David Beckham entre os proprietários.

Trump dirigiu ainda algumas palavras aos coproprietários do clube, Jorge Mas e José Mas, cujas famílias têm origem cubana e são filhos do exilado Jorge Mas Canosa. O presidente insinuou mudanças na política dos EUA em relação a Cuba.

«Os vossos pais vieram de Cuba, certo? Um dia vão voltar. Vai ser um grande dia», afirmou.

O presidente acrescentou que pretende voltar a reunir-se com os responsáveis do clube para celebrar uma eventual evolução na situação política do país caribenho.

«Vamos celebrar isso separadamente. Só quis esperar algumas semanas, mas estaremos juntos novamente em breve para celebrar o que está a acontecer em Cuba. Eles querem muito fazer um acordo, não têm ideia», concluiu.

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