Norte-americana garante que pai era um assassino em série e matou entre “50 a 70 pessoas". Autoridades já estão a investigar

CNN , Por Chris Boyette
28 out, 23:00
Autoridades norte-americanas investigam eventual assassino em série no Iowa (Imagem Getty)

Um xerife do estado norte-americano do Iowa garantiu que as autoridades locais, estatais e federais estão “a investigar ativamente” uma zona rural, onde uma mulher afirmou que o pai - que já morreu - se desfez de dezenas de corpos de pessoas que matou há décadas.

“Estamos a investigar isto rigorosamente, e quem não o faria?", disse o Xerife do Condado de Fremont, Kevin Aistrope, à filial da CNN, KETV.

O Xerife do Condado de Fremont, Kevin Aistrope, fala com a Filial KETV da CNN. / KETV

“Temos um local, mas não sabemos se é um local de crime”, contou ele à KETV. “Não temos vítimas, corpos. Nada.”

A investigação surge no seguimento de um artigo da Newsweek com declarações de Lucy Studey, que afirmou que o seu pai, Donald Studey, matou entre “50 a 70” pessoas há uns anos - e que ela o ajudou a desfazer-se dos corpos num poço numa propriedade que lhe pertencia perto de Thurman, Iowa.

Susan Studey, a irmã mais velha de Lucy Studey, comunicou mais tarde à Newsweek que as alegações da sua irmã não eram verdadeiras. “O meu pai não era o homem que ela descreve. Ele era rígido, mas era um pai protetor que amava os seus filhos... Pais que são rígidos não se transformam pura e simplesmente em assassinos em série... Eu sou dois anos mais velha do que a Lucy. Penso que saberia se o meu pai fosse um assassino”, disse ela à Newsweek.

A CNN contactou Lucy Studey para obter mais comentários.

As autoridades “investigam rigorosamente” uma zona rural depois de uma mulher afirmar que o seu falecido pai era um assassino em série. / KETV

“Tudo o que temos é uma mulher que veio ter connosco e nos contou uma história sobre corpos num poço”, afirmou Aistrope. “Trouxemos alguns cães-farejadores de cadáveres. Os cães-farejadores olharam lá dentro ou olharam à volta daquela área, e indicaram que havia ali algo. Não digo que foi mesmo por cima do poço, mas indicaram que seria ali na área.”

Donald Studey morreu em 2013, de acordo com o KETV.

“Vamos fazer tudo o que pudermos para provar ou refutar a existência de uma cena de crime”, afirmou Aistrope.

As agências locais, estatais e federais estão envolvidas, incluindo a Divisão de Investigação Criminal de Iowa (DCI) e o FBI, contou Aistrope ao KETV. A DCI de Iowa fornece conhecimentos, recursos e experiência a estas investigações, particularmente quando a agência requerente é um departamento policial mais pequeno, explicou Mitch Mortvedt, diretor assistente da DCI.

“Eles tinham-nos pedido para ajudar na investigação, bem como o FBI, e fazemo-lo com todo o gosto, sabe, tentando fornecer mão-de-obra e recursos”, disse o diretor assistente da Divisão de Investigação Criminal de Iowa, ao KETV.

Os investigadores da DCI reuniram-se com o gabinete do Xerife do Condado de Fremont e o FBI num esforço conjunto para procurar pistas sobre o possível assassino em série.

Mortvedt disse à CNN que a investigação ainda está na sua “fase inicial” e que não se prevê ainda uma linha temporal de quando irá progredir, mas serão “meses em construção”. Mortvedt afirmou que, tendo em conta que o alegado suspeito faleceu em 2013, as agências de aplicação da lei levarão o tempo necessário para conduzir esta investigação.

Nesta fase, os investigadores estão a verificar a validade das alegações de Lucy Studey antes de as autoridades considerarem a escavação de uma área onde os cães-farejadores de cadáveres indicaram possíveis restos humanos, de acordo com Mortvedt. Acrescenta ainda que os cães-farejadores nem sempre são fiáveis como fonte única, pelo que a aplicação da lei se apoiará noutras medidas de investigação antes de considerar mexer naquele terreno.

A CNN contactou o Gabinete do Xerife do Condado de Fremont para obter mais detalhes.

E.U.A.

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