Estados Unidos matam líder do Estado Islâmico na Síria em ataque com drone

12 jul, 16:24
Estado Islâmico (Reuters)

Maher al-Agal era um dos cinco principais líderes do grupo jihadista. Ataque enfraquece a organização, que tem vindo a perder território desde 2019

O líder do Estado Islâmico na Síria - e um dos cinco líderes da organização terrorista - foi morto durante um ataque, anunciou o exército dos Estados Unidos, esta terça-feira.

Em comunicado, citado pela agência Reuters, o exército norte-americano afirma que Maher al-Agal foi morto num ataque de drone no noroeste da Síria e um membro do Estado Islâmico próximo dele ficou gravemente ferido.

"Foi feito um planeamento extensivo para garantir que a execução da operação fosse bem-sucedida. Uma relatório preliminar indica que não houve vítimas civis", acrescenta o comunicado, que refere que Maher al-Agal era responsável pelo desenvolvimento de redes do ISIS fora do Iraque e da Síria..

"O Estado Islâmico continua a representar uma ameaça para os Estados Unidos e aliados na região", disse um porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos no comunicado sobre o ataque do drone.

Segundo a agência Reuters, a Defesa Civil da Síria, uma organização humanitária que opera em áreas controladas pela oposição, disse que um drone não identificado atacou um motociclo na povoação de Khaltan, no interior norte da região de Aleppo, matando duas pessoas.

Os militares norte-americanos não mencionaram um motociclo no seu comunicado, mas adiantaram que um alto funcionário do Estado Islâmico intimamente associado a Maher al-Agal ficou gravemente ferido durante o ataque.

No auge do seu poder, de 2014 a 2017, o Estado Islâmico governou milhões de pessoas e reivindicou a responsabilidade ou inspirou ataques em dezenas de cidades um pouco por todo o mundo.

O antigo líder, Abu Bakr al-Baghdadi, declarou um califado em mais de um quarto do Iraque e da Síria em 2014, antes de ser morto num ataque das forças especiais dos Estados Unidos no noroeste da Síria em 2019, quando o grupo entrou em colapso.

Estima-se que, em meados de 2019, após a derrota do grupo no campo de batalha, o Estado Islâmico tivesse cerca de 14.000 a 18.000 membros, incluindo 3.000 estrangeiros. Analistas dizem que muitos combatentes locais podem ter voltado à vida normal, prontos para reaparecer quando surgir uma oportunidade.

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