Evento reuniu centenas de estrelas em Nova Iorque com interpretações criativas do tema "A Moda é Arte" e destacou-se pelos looks ousados e momentos de polémica
Centenas de estrelas subiram as escadas do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, na noite de segunda-feira, apresentando diversas interpretações do código de vestuário deste ano, “A Moda é Arte”.
Os convidados subiram os degraus frontais perante um cenário verdejante que evocava Monet, com o museu a criar um ambiente semelhante a um jardim, com flores suspensas de forma romântica, barreiras de sebes verdes, vasos de lavanda e uma carpete que lembrava pedras cobertas de musgo.
O tema refletia uma exposição associada intitulada “Costume Art” no Costume Institute do Met, para a qual a gala é uma importante fonte de financiamento. Este ano, a Met Gala angariou um valor recorde de 42 milhões de dólares, acima do recorde do ano passado de 31 milhões, anunciou o museu numa conferência de imprensa antes do evento.
Os co-presidentes da noite incluíram Anna Wintour, da Vogue, Venus Williams, Nicole Kidman e Beyoncé — que regressou ao evento após uma ausência de uma década, com um vestido cintilante em forma de esqueleto de Olivier Rousteing, levando consigo a filha Blue Ivy para a sua estreia na Met Gala.
Os organizadores sugeriram que os convidados poderiam “expressar a sua própria relação com a moda enquanto forma de arte incorporada”. As estrelas recorreram ao cânone da história da arte para inspiração, com alguns dos primeiros looks a adotarem referências subtis ao tema e interpretações mais teatrais a surgirem ao longo da noite.
Este ano trouxe uma controvérsia invulgar devido aos principais patrocinadores do evento, Jeff Bezos e Lauren Sánchez Bezos, com protestos planeados em Nova Iorque — e um manifestante a tentar ultrapassar o perímetro do evento antes de ser travado pela polícia. Sánchez Bezos pareceu enviar uma mensagem através do seu visual para a noite — um vestido Schiaparelli inspirado no retrato “Madame X”, de John Singer Sargent, uma representação de uma socialite que também gerou polémica na sua época.
Alguns dos looks mais dramáticos da noite exploraram a anatomia e o corpo, desde o impressionante esqueleto de Beyoncé ao vestido branco com véu desenhado por Robert Wun para Lisa, que enquadrava o seu rosto com pares adicionais de braços. Heidi Klum disfarçou-se de estátua viva, e Bad Bunny ficou (quase) irreconhecível ao envelhecer várias décadas.
“Eu tento sempre fazer algo diferente”, disse o cantor à Vogue na passadeira vermelha, brincando que demorou “53 anos” a criar o seu visual.
A jornalista Rachel Tashjian, da CNN, contribuiu para esta reportagem.