Alasca chegou aos 19 graus depois do Natal mais quente de sempre

29 dez 2021, 10:29
Alasca Foto: AP
Alasca Foto: AP

Maior estado norte-americano tem sofrido com tempestades de chuva e neve, num mês que é habitualmente seco e sem precipitação

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O mês de dezembro no Alasca, o estado do extremo noroeste da América do Norte, tem sido mais quente do que é comum: em vez de temperaturas negativas que deixam o ar gelado e sem qualquer humidade, mesmo durante o dia, nas últimas semanas a temperatura chegou aos 19,4º, um número nunca antes registado no último mês do ano.

Foi na cidade de Kodiak que se registou o calor pouco habitual para esta altura, com as temperaturas a chegarem também aos 18,3º no aeroporto da região. Mas já houve pelo menos oito dias de temperaturas superiores a 10º na cidade de Unalaska, onde se verificou mesmo o dia de Natal mais quente desde que há registo, com 13,3º.

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É um “absurdo”, diz Rick Thoman, do centro para avaliação e políticas climáticas do Alasca, ao jornal britânico The Guardian.

Normalmente, no interior do Alasca, dezembro é um mês muito seco e qualquer humidade tende a transformar-se num “pó fofo” devido ao ar gélido. Mas a subida da temperatura trouxe grande quantidade de precipitação: a cidade de Fairbanks foi atingida pela maior tempestade a meio do inverno desde 1937, revelou Thoman.

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Para além das chuvas, as temperaturas mais altas permitiram a queda de neve, de tal forma que o teto do único supermercado na cidade de Delta Junction, a cerca de 150 quilómetros de Fairbanks, acabou por ceder com o peso da neve. 

Animais em dificuldades

As chuvas e nevões cobriram o solo com gelo, provocaram falhas de energia e obrigaram a encerrar estradas e escritórios. “O gelo é extremamente difícil de retirar depois de se colar à superfície da estrada”, avisou o departamento de transportes do Alasca: ainda que as temperaturas do ar estejam mais amenas, as estradas continuam com temperaturas abaixo de zero, permitindo que a camada de gelo adira ao solo. 

Segundo Thoman, mesmo que os invernos no Alasca se mantenham frios, é esperado que episódios como estes, de chuvas e nevões, sejam mais frequentes no futuro devido ao aquecimento global, interferindo igualmente com os territórios mais a Norte do Alasca.

As renas ou os bois-almiscarados terão cada vez maiores dificuldades para se alimentarem, já que os solos ficarão cobertos de gelo, dificultando o acesso às plantas que lhes servem de subsistência. 

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