“Nunca esqueceremos, nunca desistiremos”. 21 anos depois do dia que mudou o mundo, Biden deixou uma promessa

11 set, 18:03

O presidente norte-americano disse estar comprometido para evitar um novo ataque. Em Portugal, a data também foi assinalada

O presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, assinalou os 21 anos dos ataques de 11 de setembro no Pentágono, com uma cerimónia de colocação de coroas. Biden prestou tributo aos “extraordinários americanos” que perderam as suas vidas naquele que foi um dos dias mais duros de sempre para o país. O momento da cerimónia ficou marcado por uma chuva intensa.

Biden comprometeu-se a evitar outro ataque contra os Estados Unidos da América: “Nunca esqueceremos, nunca desistiremos. O nosso compromisso de impedir outro ataque aos Estados Unidos não tem fim”.

O presidente esteve acompanhado por familiares dos elementos de socorro que estiveram no Pentágono no dia do ataque, a 11 de setembro de 2001. “Temos para com eles uma dívida incrível”, afirmou.

A cerimónia teve lugar pouco mais de um ano após Biden ter retirado as tropas norte-americanas do Afeganistão, embora afirme que o país continue empenhado na perseguição aos responsáveis pelos ataques. Em agosto, Biden anunciou que os EUA mataram Ayman al-Zawahri, líder da Al-Qaeda que ajudou a planear os ataques.

A vice-presidente Kamala Harris e o marido participaram numa cerimónia similar em Nova Iorque, no Memorial do 11 de setembro.

Em Portugal, uma comparação com a Ucrânia

Em Portugal, os 21 anos após os ataques ao Wall Street Center também foram assinalados. Numa nota no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o 11 de setembro de 2001 ganha, este ano, “um significado muito especial” com os desafios colocados pela guerra na Ucrânia.

O Presidente da República enfatizou que a crise atual “vem reforçar a necessidade cada vez maior do multilateralismo na resolução pacífica dos conflitos geoestratégicos e o papel das organizações internacionais, na conjugação de esforços para enfrentar problemas globais”.

Marcelo acrescentou que “o 11 de setembro foi uma manifestação de choque de conceções da vida e do mundo, questionando valores básicos de respeito da dignidade das pessoas, de liberdade e de tolerância universais”.

Quase três mil pessoas morreram há 21 anos, nos Estados Unidos da América, quando um grupo de terroristas da Al Qaeda sequestrou três aviões que atingiram as Torres Gémeas, em Nova Iorque, e o Pentágono, na Virgínia.

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