EUA bombardeiam ilha onde os militares iranianos se preparavam para lançar minas. Irão responde contra bases na Jordânia

CNN Portugal , JGR
30 ago, 21:17
Um caça F/A-18E Super Hornet descola do convés de voo do porta-aviões USS George HW Bush, na área de operações da 5.ª Frota dos EUA, que inclui o Golfo Pérsico e o Mar Arábico, a 15 de julho de 2026 (Marinha dos EUA)
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A ofensiva marca os primeiros bombardeamentos em mais de um mês. Irão retaliou contra as forças americanas na Jordânia

As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram este domingo a ilha iraniana de Larak, depois de terem sido detetadas movimentações para o lançamento de minas no estreito de Ormuz, revelou uma fonte oficial norte-americana à CNN Internacional. Estes são os primeiros bombardeamentos em mais de um mês.

A mesma fonte adiantou que as forças norte-americanas atingiram duas plataformas de lançamento iranianas na ilha.

De acordo com a agência noticiosa semioficial iraniana Fars, vários habitantes relataram ter ouvido uma forte explosão junto a Larak.

A ilha situa-se nas imediações do estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte marítimo e o epicentro das tensões regionais e dos esforços diplomáticos.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu na semana passada a desminagem das rotas de navegação internacional nesta via marítima estratégica, recordou o responsável, assegurando que o dispositivo militar norte-americano está a "monitorizar a região de perto" e mantém-se "preparado para proteger a livre circulação do comércio nesta passagem essencial".

A mesma fonte oficial garantiu que "as forças norte-americanas estão a acompanhar a situação ao pormenor e continuam preparadas para assegurar a livre circulação comercial nesta via marítima vital".

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irão prometeu retaliar, acusando o "inimigo israelo-americano" de ter levado a cabo a ofensiva em Larak que terá provocado vítimas entre as forças iranianas e a população civil.

Num comunicado divulgado pela televisão estatal IRIB, a Guarda Revolucionária afirmou que o ataque causou a morte e ferimentos a "vários combatentes e concidadãos".

Horas depois as forças iranianas lançaram um ataque contra as forças americanas estacionadas na Jordânia, de acordo com a Reuters, que cita fontes americanas.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irão completou na sexta-feira seis meses sem que Washington tenha conseguido eliminar o programa nuclear iraniano ou provocar uma mudança de regime em Teerão.

O conflito deixa para já como rasto, entre outros aspetos, uma crise energética mundial, repercussões à escala global no custo de vida, um Médio Oriente ainda mais instável e um dilema político com relevância eleitoral para o Presidente Donald Trump, que disputa o controlo do Congresso norte-americano nas eleições intercalares de novembro.

A "Operação Fúria Épica" começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva aérea de grande escala contra instalações militares, nucleares e dirigentes iranianos, causando, entre outras mortes, a do líder supremo, Ali Khamenei.

Em reação à ofensiva israelo-americana, o regime de Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.

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