Milhares de pedidos de apoio foram recebidos pelo Estado, por parte das pessoas afetadas pela passagem das tempestades no país, mas há quem ainda tenha dúvidas sobre os procedimentos
Depois das tempestades que arrasaram várias regiões do país, há quem tenha agora um desafio ainda maior pela frente, depois de tentar travar os danos das suas propriedades: a reconstrução das suas vidas.
Mais de 81 mil pessoas já recorreram ao portal criado para dar resposta pública às situações de calamidade provocadas pelo mau tempo, o gov.pt. O Governo, entretanto, já recebeu 18.500 pedidos de apoio, mas ainda existem pessoas que não sabem como proceder, embora tenham direito.
Paralelamente, as juntas de freguesias e os voluntários têm sido o garante das populações, sobretudo dos mais frágeis. Apesar de ser possível pedir os apoios do Estado desde o dia 6 de fevereiro, estão também no terreno equipas para dar mais uma ajuda a quem não tem mãos a medir desde 28 de janeiro. Circulam nos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Leiria e Santarém.
Os contactos telefónicos para os cidadãos que necessitem de auxílio são o 210 489 010 ou 300 003 990. Em relação às empresas, estas podem contactar o 210 489 011 ou 300 003 980.
Em caso de dificuldades de acesso à internet ou de preenchimento de documentação, as pessoas podem dirigir-se às respetivas juntas de freguesias ou espaço cidadão das suas terras, caso exista. Será, contudo, e à partida, necessário o agendamento prévio para que sejam atendidas.
Os documentos necessários para o pedido do apoio, seja para a habitação, uma empresa ou um agricultor, são o cartão de cidadão, número de conta bancária e fotografias de danos. A caderneta predial pode ser obtida via internet, no momento em que é efetuado o pedido.
Se os requerentes não possuírem faturas, podem apresentar as propostas de orçamento para a reparação dos estragos, e quem tem seguro é obrigado a fazer prova da participação dos mesmos.
O valor a receber no caso de habitação própria pode ir até um máximo de 10 mil euros e é acumulável com outros apoios a que o cidadão ou empresa tenha direito.
Por fim, quando é feito o pedido, o requerente fica com um comprovativo, mas o pagamento não é imediato, uma vez que as diversas autoridades têm de proceder à validação.