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Ventura diz estar a par dos sonhos de Montenegro. IL lamenta estar a par do pesadelo de 1000€ de cada português (incluindo crianças)

17 jul 2024, 15:39
Debate do Estado da Nação
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DEBATE DO ESTADO DA NAÇÃO || Iniciativa Liberal reiterou que não quer fazer oposição destrutiva e apontou as armas aos socialistas: "As empresas públicas tornaram-se depósito de antigos políticos ligados ao PS”

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Montenegro admite que a proposta que tem para o IRC "é um ato de fé", Pedro Nuno ameaça com eleições (apesar de não ser ele que as marca)



André Ventura negou que alguma vez se tenha colado aos socialistas durante esta legislatura, sublinhando, aliás, que foi o PS e o PSD que se “juntaram para impedir que a imigração fosse controlada em Portugal”. Além disso, referiu, “quem levou Costa às cavalitas para Bruxelas foi Montenegro”. “Quem leva quem às cavalitas?”, questionou durante o debate sobre o estado da Nação

Ventura reiterou ainda que Luís Montenegro pensa demasiado em moções de censura e sonha com eleições “num mês qualquer em que acha que vai ganhar”, pedindo-lhe que fale do que realmente interessa. “Ainda este fim de semana tivemos mais uma urgência encerrada sem que ninguém desse explicações.” 

À direita, Montenegro viria a encontrar a oposição mais leve, com Rui Rocha a indicar que não pretende “fazer oposição destrutiva” e que reconhece que foram dados “passos importantes”. Ainda assim, os liberais veem alguns impasses nos últimos pacotes apresentados pelo Governo, nomeadamente no plano para a habitação - que, sublinha, apresenta medidas do lado da procura e não atua do lado da oferta.

Aliás, foi aos socialistas que a Iniciativa Liberal apontou as críticas durante mais tempo. Carlos Guimarães Pinto, nomeadamente, salientou que as mais de 340 empresas públicas e as dezenas de empresas imobiliárias do Estado, juntas, “tiveram um resultado negativo superior a mil milhões de euros”. “Só a Parvalorem, a Metro do Porto, a TAP e a CP têm capitais próprios negativos superiores a 10 mil milhões de euros, isto dá cerca de mil euros de obrigações a cada português, incluindo crianças e reformados”. 

Grande parte da responsabilidade desta questão, continuou Guimarães Pinto, advém da infiltração de “interesses partidários” nestas empresas. “As empresas públicas tornaram-se depósito de antigos políticos ligados ao PS”. 

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