DEBATE DO ESTADO DA NAÇÃO || Iniciativa Liberal reiterou que não quer fazer oposição destrutiva e apontou as armas aos socialistas: "As empresas públicas tornaram-se depósito de antigos políticos ligados ao PS”
André Ventura negou que alguma vez se tenha colado aos socialistas durante esta legislatura, sublinhando, aliás, que foi o PS e o PSD que se “juntaram para impedir que a imigração fosse controlada em Portugal”. Além disso, referiu, “quem levou Costa às cavalitas para Bruxelas foi Montenegro”. “Quem leva quem às cavalitas?”, questionou durante o debate sobre o estado da Nação
Ventura reiterou ainda que Luís Montenegro pensa demasiado em moções de censura e sonha com eleições “num mês qualquer em que acha que vai ganhar”, pedindo-lhe que fale do que realmente interessa. “Ainda este fim de semana tivemos mais uma urgência encerrada sem que ninguém desse explicações.”
À direita, Montenegro viria a encontrar a oposição mais leve, com Rui Rocha a indicar que não pretende “fazer oposição destrutiva” e que reconhece que foram dados “passos importantes”. Ainda assim, os liberais veem alguns impasses nos últimos pacotes apresentados pelo Governo, nomeadamente no plano para a habitação - que, sublinha, apresenta medidas do lado da procura e não atua do lado da oferta.
Aliás, foi aos socialistas que a Iniciativa Liberal apontou as críticas durante mais tempo. Carlos Guimarães Pinto, nomeadamente, salientou que as mais de 340 empresas públicas e as dezenas de empresas imobiliárias do Estado, juntas, “tiveram um resultado negativo superior a mil milhões de euros”. “Só a Parvalorem, a Metro do Porto, a TAP e a CP têm capitais próprios negativos superiores a 10 mil milhões de euros, isto dá cerca de mil euros de obrigações a cada português, incluindo crianças e reformados”.
Grande parte da responsabilidade desta questão, continuou Guimarães Pinto, advém da infiltração de “interesses partidários” nestas empresas. “As empresas públicas tornaram-se depósito de antigos políticos ligados ao PS”.
