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Guarda do Estabelecimento Prisional de Lisboa atacado com faca artesanal 

29 jan, 11:37
Covid-19: surto coloca duas alas do Estabelecimento Prisional de Lisboa em quarentena
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Guarda prisional ferido recebeu assistência hospitalar

Um guarda prisional ficou ferido na sequência de uma agressão ocorrida durante a entrega de medicação numa cela do Estabelecimento Prisional de Leiria, depois de um recluso ter atacado um elemento do Corpo da Guarda Prisional com um objeto cortante.

A TVI e CNN Portugal  sabem que o incidente teve início quando os guardas prisionais se aperceberam de um forte odor a queimado no momento da abertura da cela. Questionado sobre a origem do cheiro, o recluso afirmou que tinha estado a queimar plástico para se aquecer, tendo sido de imediato advertido para cessar esse comportamento.

Por razões de segurança, e para evitar o risco de incêndio, foi solicitado ao recluso que entregasse um isqueiro que se encontrava na sua posse. Após várias insistências, o recluso acabou por entregar o objeto, mantendo contudo uma postura agressiva e errática, proferindo ameaças e frases intimidatórias dirigidas aos guardas prisionais.

De forma inesperada, o recluso desferiu um golpe com um objeto cortante num dos guardas prisionais, atingindo-o na orelha. O guarda ferido abandonou de imediato a ala, apresentando uma hemorragia com alguma gravidade.

Após a agressão, o recluso saiu da cela empunhando o objeto cortante, ameaçando os restantes elementos do Corpo da Guarda Prisional, o que levou ao pedido de reforços. Apesar da chegada de outros guardas ao local, o recluso manteve o comportamento agressivo e recusou largar a arma improvisada, continuando a proferir ameaças.

Perante a recusa em acatar ordens e o risco iminente para a integridade física dos guardas, o recluso acabou por ser imobilizado e projetado ao solo de forma controlada. Durante a intervenção, ainda tentou desferir um segundo golpe, sem sucesso. Mesmo já imobilizado, manteve-se agressivo e não colaborante, o que levou à sua algemação para garantir a segurança dos presentes.

O recluso foi posteriormente observado pelos serviços de enfermagem, permanecendo algemado devido à possibilidade de ainda ocultar o objeto cortante e à persistência do comportamento ameaçador. Questionado se iria cessar a conduta agressiva, respondeu negativamente.

O transporte para outra ala do estabelecimento prisional foi efetuado com o recluso algemado. Apenas nesse local o indivíduo admitiu ter ainda na mão o objeto cortante, que se encontrava dissimulado, entregando-o às autoridades e afirmando que iria cooperar. Após a entrega do objeto, foi desalgemado.

“A falta de segurança no Estabelecimento Prisional de Lisboa é enorme. Há mais de quatro anos que não existe qualquer reforço de guardas, situação que levou à marcação de uma greve local há cerca de quatro meses. A vida dos guardas prisionais está em perigo diariamente. O sindicato irá até às últimas instâncias na defesa do seu associado”, afirmou Frederico Morais, presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional.

O guarda prisional ferido recebeu assistência hospitalar, e ficará de baixa médica estando o caso a ser acompanhado pelas entidades competentes.

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