«Colchoneros» fizeram da transição uma arma letal frente aos catalães (4-0) na primeira mão das semifinais
O Atlético de Madrid deu um passo firme rumo à final da Taça do Rei, ao vencer o Barcelona na primeira mão das meias-finais por 4-0, num jogo em que a eficácia colchonera e a fragilidade defensiva catalã fizeram toda a diferença e produziram a maior vitória de sempre de Diego Simeone frente aos catalães enquanto treinador do At. Madrid.
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Detentor do troféu e recordista da prova, com 32 conquistas, o Barcelona apresentou-se em Madrid com João Cancelo no banco de suplentes, e nunca conseguiu travar a avalanche inicial da equipa de Diego Simeone. Logo aos três minutos, o Atlético deu o primeiro aviso sério: Griezmann serviu Giuliano Simeone e só uma enorme mancha de Joan García evitou o golo.
Aos seis minutos, surgiu o primeiro balde de água fria para os catalães. Eric García atrasou para o guarda-redes e Joan García deixou a bola escapar por baixo do pé, acabando o esférico por entrar na na própria baliza. O árbitro ainda hesitou, mas a tecnologia confirmou o autogolo, num lance que espelhou a intranquilidade blaugrana.
Que erro de Joan García 🙃#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #TaçadoRei #AtleticodeMadrid #FCBarcelona pic.twitter.com/1DSAqtbm05
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O Atlético não abrandou. Aos 14 minutos, novo golpe, desta vez com assinatura coletiva. Musso lançou um contra-ataque rápido para Lookman, o reforço inglês abriu em Julián Álvarez, que serviu Molina, e o lateral assistiu Griezmann para o 2-0, concluído com frieza.
Passe para a baliza de Griezmann para o segundo dos colchoneros 🤷♂️#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #TaçadoRei #AtleticodeMadrid #FCBarcelona pic.twitter.com/4UcsGvb0qx
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O Barcelona tentou reagir, mas esbarrou na falta de eficácia. Aos 20 minutos, Fermín López atirou ao travessão, após canto, naquele que foi o momento mais perigoso da equipa de Hansi Flick na primeira parte. Pouco depois, Koundé evitou o terceiro golo ao cortar sobre a linha um remate de Griezmann, novamente lançado em transição por Giuliano Simeone.
Mas o 3-0 acabaria mesmo por surgir aos 33 minutos. Griezmann lançou Simeone em profundidade, o cruzamento encontrou Álvarez e o argentino assistiu Lookman, que finalizou rasteiro. Contra-ataque, mais um golo. Simples, direto e demolidor.
Lookman faz o terceiro após uma grande jogada do Atlético de Madrid 🥶#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #TaçadoRei #AtleticodeMadrid #FCBarcelona pic.twitter.com/e8jMZRFoW4
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Perante o cenário, Flick mexeu antes do intervalo, retirando Marc Casadó para lançar Robert Lewandowski, numa tentativa clara de dar mais peso ofensivo à equipa. Ainda assim, o Atlético voltou a ferir nos descontos. Simeone escapou pela esquerda e cruzou rasteiro para Lookman, que abriu para Julián Álvarez fuzilar Joan García para o 4-0.
Que show do Atlético de Madrid na primeira parte 🤩
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4-0 ao intervalo no Metropolitano!#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #TaçadoRei #AtleticodeMadrid #FCBarcelona pic.twitter.com/HVnUtVdUW3
Reação travada pelo VAR
O Barcelona entrou determinado na segunda parte. Aos 48 minutos, Ferran Torres escapou pela esquerda e cruzou para Fermín López, que obrigou Musso a uma excelente defesa.
Quatro minutos depois, os catalães ainda celebraram o que seria o 4-1. Na sequência de um livre lateral, Fermín tentou o remate de fora da área, a bola sobrou para Cubarsí e o jovem central desviou para o fundo das redes.
O lance foi, contudo, alvo de longa análise do VAR, dificultada pelas várias pernas que impediam uma leitura clara das câmaras. Após revisão, o árbitro anulou o golo por fora de jogo, para delírio das bancadas madrilenas.
Tudo corria mal aos blaugrana, e já perto do final do encontro o Barcelona ficou a jogar com menos uma unidade. Já com Cancelo em campo, Álex Baena antecipou-se a Eric García e o central acabou por fazer falta quando o jogador colchonero ia ficar isolado. O árbitro começou por mostrar uma cartolina amarela, mas chamado pelo VAR, mudou a decisão para vermelho direto.
Sem conseguir reduzir, o Barcelona esbarrou na organização defensiva colchonera e saiu de Madrid com uma desvantagem pesada, num jogo em que o Atlético foi cirúrgico e implacável na exploração das transições ofensivas. O detentor do título terá de produzir uma reviravolta épica na segunda mão, a 3 de março, para manter viva a ambição de defender a Taça do Rei.