Espanha interrompe transferência de água do rio Douro para Portugal

28 set, 07:40
Rio Douro (Foto: Ricardo Resende/Unsplash)

REVISTA DE IMPRENSA Depois do anúncio de Espanha sobre o corte das transferências anuais de água do rio Tejo, Madrid decidiu fechar já a torneira do rio Douro para Portugal

O Ministério da Transição Ecológica de Espanha deu ordem à Confederação Hidrográfica do Douro (CHD) - uma entidade espanhola - para “interromper a transferência” das águas para Portugal, que estava a decorrer para cumprir os termos da Convenção de Albufeira.

Segundo noticia o jornal Público, que cita o El Periódico de España, a medida “ameniza o desconforto e a preocupação criados”, tanto das comunidades regantes como dos municípios ribeirinhos que ameaçavam com “mobilizações imediatas” das populações caso o envio de água para Portugal não fosse interrompido.

O órgão de comunicação social da comunidade autónoma de Castela e Leão salienta que a ordem para que fosse “interrompida a transferência”, que estava a ser realizada para dar cumprimento à Convenção de Albufeira, foi dada na segunda-feira pelo Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico (Miteco).

Os dados divulgados no Boletim Hidrológico semanal do Miteco já indicavam no passado dia 23 de Setembro que a descarga das barragens que procediam à transferência de água não era maior do que o normal. O jornal de Zamora concluía: “Se Espanha se está a apressar em cumprir o que foi acordado na Convenção de Albufeira, a água não está a sair dos reservatórios” das barragens de Almendra e Ricobayo.

Esta interrupção na transferência de água para Portugal contraria a posição anteriormente assumida pelo Miteco que antes tinha assegurado que qualquer decisão de redução do caudal não é tomada “de forma discricionária ou de acordo com considerações caprichosas”, mas tem em conta o cumprimento do regime de caudal estipulado na Convenção de Albufeira. Agora, o Governo espanhol admitiu ao El Periódico de España que nalgumas bacias hidrográficas será “complicado cumprir integralmente o Acordo de Albufeira”.

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