Agência espanhola avisa que há uma "tendência clara" para que os próximos verão sejam "muito mais extremos"
Nas últimas duas semanas, Espanha viveu a "onda de calor mais intensa" desde que há registo no país, segundo a Agência Estatal de Meteorologia espanhola (AEMET).
Foram 16 dias (de 3 a 8 de agosto) com os termómetros a registarem uma temperatura média 4,6ºC mais elevada do que o habitual para esta altura do ano, concluiu a agência, batendo assim o último recorde, estabelecido em julho de 2022, ano em que a temperatura subiu em média 4,5ºC.
Mais de 1.100 mortes em Espanha foram associadas à onda de calor, segundo uma estimativa do Instituto de Saúde Carlos III.
Ao longo das últimas duas semanas, as altas temperaturas alimentaram os incêndios violentos que lavraram o território espanhol e queimaram perto de 400 mil hectares - um recorde anual no país, segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, que tem registos desde 2006.
Desde 1975, a AEMET registou 77 ondas de calor em Espanha, com seis a atingirem ou superarem os 4ºC acima da média - cinco das quais registadas desde 2019.
Segundo a agência, os dados não deixam margem para dúvidas: os últimos verões têm sido "mais quentes" do que os anteriores, sobretudo desde 2019. "Nem todos os verões serão mais quentes do que o anterior, mas há uma tendência clara para verões muito mais extremos."
📈🧵La reciente ola de calor ha sido la más intensa desde que hay registros en España.
— AEMET (@AEMET_Esp) August 24, 2025
→ Con datos provisionales, tuvo una anomalía de 4.6 °C y supera a la de julio de 2022, la más intensa hasta ahora con 4.5 °C de anomalía. pic.twitter.com/shnuYAEThU