Região de Madrid está a viver o "pior incêndio da história". "Catástrofe" já tirou 19.000 pessoas das suas casas

Agência Lusa , MFP
24 jul, 14:04
Bombeiros espanhóis (Manu Fernandez/AP)
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"Tempestade perfeita" está a agravar a situação, dificultando o combate às chamas

A região de Madrid está a enfrentar "o pior incêndio da história", disse a presidente do governo autonómico, que revelou que 19.000 pessoas de várias localidades foram retiradas de casa desde quinta-feira.

"É o pior incêndio da história da Comunidade de Madrid [Região Autónoma]”, disse Isabel Díaz Ayuso em declarações aos jornalistas ao final da manhã, para fazer um ponto de situação dos fogos.

Segundo as autoridades, os três incêndios que atingem localidades da região, situadas entre 50 e 100 quilómetros da capital, uniram-se e formam agora uma única frente.

Isabel Díaz Ayuso afirmou que uma "tempestade perfeita" está a agravar a situação, por causa do vento forte e das altas temperaturas.

"São horas complicadíssimas" e "uma catástrofe" para a região, afirmou.

A presidente regional revelou que 19.000 pessoas foram retiradas de casa desde quinta-feira em várias localidades das zonas afetadas pelos incêndios, incluindo idosos que vivem em lares.

Os incêndios na região de Madrid estão também a afetar a província de Ávila, na região autónoma vizinha de Castela e Leão.

Estes incêndios levaram o Governo de Espanha a declarar a situação de emergência em Madrid e Ávila na quinta-feira à noite e a acionar o mecanismo europeu de proteção civil, para pedir quatro meios aéreos de combate a fogos florestais aos parceiros europeus.

Espanha juntou-se assim a França, que também pediu ajuda através do mecanismo europeu de proteção civil para combater os fogos que atingem o país.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, admitiu esta sexta-feira que há "uma situação dramática" em várias províncias do país por causa dos fogos florestais.

O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, disse que além destes fogos em Madrid e Ávila há mais nove no resto de Espanha que mobilizam meios aéreos e por isso foi ativado o mecanismo europeu de proteção civil.

"É um dia muito difícil, com uma situação muito adversa", disse o ministro.

"Hoje o perigo de incêndios continuará a ser muito alto ou extremo na maior parte do território apesar da descida das temperaturas", disse, por seu turno, a Agência Estatal de Meteorologia espanhola (Aemet).

Este ano já arderam perto de 130.000 hectares em Espanha, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).

Em 2025, arderam mais de 393.000 hectares, na maior área ardida num ano de que há registo no país.

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