Argumentos surgiram depois do encontro entre Terrasa e Europa B, da II Liga feminina
Alicia Tomás, porta-voz do partido Vox no município de Terrasa, levantou este fim-de-semana suspeitas de que, no encontro entre a equipa local, o Terrasa, e o Europa B, os adversários tenham jogado com dois homens em campo, pondo em causa a justiça do jogo.
Na origem da polémica estão duas atletas que atuam pela segunda equipa do Europa e que, para a deputada «é injusto que numa competição feminina participem homens que se intitulam mulheres, como que participem mulheres que estão a passar pelo processo hormonal masculino.» Alicia Tomás acrescentou ainda que «no VOX, vamos defender as mulheres e a luta que durante décadas travaram os nossos antepassados contra a perversa ideologia de género»
Nuestras chicas del @TerrassaFC han perdido contra el Europa porque entre sus rivales habían dos tíos con barba que ahora se autoperciben mujer.
Décadas de lucha para tener nuestro lugar en el deporte para que ahora la perversa ideología de género quiera borrar nuestra… https://t.co/tx7SHG3zNk
— Alicia Tomás (@aliciaterrassa) October 20, 2024
Naturalmente a equipa acusada reagiu com a emissão de um comunicado.
«Perante a violência exercida sobre duas das jogadoras da equipa reserva feminina, do Club Europa dizemos não à violência transfóbica e LGTIfóbica e a qualquer tipo de violência. Elas também trabalham e lutam pelo direito que todas as pessoas possam viver as suas vidas livres de todos os tipos de violência. Vidas que merecem ser vividas. Combater os crimes de ódio e a violência transfóbica é um dever coletivo que desafia toda a sociedade. Por isso, reiteramos e afirmamos bem alto que seguimos firmes. Contra a agressão e o fascismo, dizemos ‘nem um passo atrás.»
🚨 COMUNICAT OFICIAL 🚨
— Club Esportiu Europa (@CEEuropa) October 22, 2024
Des del Club Esportiu Europa Diem No a la violència trànsfoba, LGTIBifòbica i a qualsevol mena de violència.#ViladeGràcia #SagradaFamília #futfemcat #DIEMNo https://t.co/FpIb4A3U1O pic.twitter.com/HyT6mSaWlf
Dada a polémica que se instaurou em Espanha devido ao caso, o jornal Marca investigou sobre o mesmo e apurou, junto das próprias atletas em questão, que Álex Alcaide Santos e Nil Alcón Labella são efetivamente duas pessoas que nasceram como mulheres, com características primárias femininas, e estão num processo de transição para serem considerados homens.
O problema é que, neste processo, as jogadoras não são aceites para jogarem em ligas masculinas, porque legalmente ainda são mulheres. É por essa razão que continuam a jogar no campeonato feminino, algo que as próprias rivais consentiram, apesar das consequências destes processos biológicos e hormonais, o que acaba por provocar um maior volume muscular e até barba.