Espanha desce nível da sua representação diplomática em Israel
O governo espanhol decidiu retirar definitivamente a sua embaixadora em Israel, Ana Sálomon, segundo foi publicado, esta quarta-feira, no Boletín Oficial del Estado.
A retirada definitiva da embaixadora espanhola em Telavive, conforme explica o jornal La Vanguardia, obriga o governo espanhol a pedir aprovação ao executivo israelita quando entender que deve retomar as relações diplomáticas ao mais alto nível.
O jornal espanhol adianta também que, tendo em conta as críticas do governo a Israel, não é certo que uma nova nomeação ocorra brevemente.
A decisão do governo espanhol coloca, neste momento, a Embaixada de Espanha em Israel na mesma situação que a Embaixada de Israel em Espanha, ou seja, regida por um encarregado de negócios.
Isto porque em maio de 2024, o executivo de Benjamin Netanyahu retirou a sua embaixadora, Rodica Radian-Gordon, após o reconhecimento do Estado palestiniano por parte de Espanha.
Ana Salómon, no cargo desde 2021, já tinha sido chamada a Madrid para prestar esclarecimentos em setembro, após choque com o executivo de Benjamin Netanyahu, e desde então encontrava-se em Espanha.
O jornal El País, que cita fontes diplomáticas, avança que a demissão da embaixadora é uma decisão de caráter político e que, como tal, em nada tem que ver com a gestão feita por Ana Salómon.
A saída da embaixadora em Israel junta-se à do embaixador na Nicarágua, Sergio Farré Salvá, publicada também no Boletín Oficial del Estado a 3 de março, depois de o diplomata ter sido expulso pelo regime de Daniel Ortega no final de janeiro. Agora, tal como no caso de Sálomon, o governo deverá nomear um novo embaixador e solicitar autorização ao regime de Ortega.