Autarquia ainda não atribuiu licença ao clube por falta de garantias de segurança
O Barcelona estava determinado a voltar em casa, no renovado Camp Nou já na próxima semana, primeiro frente à Real Sociedad, logo a seguir na receção ao Paris Saint-Germain, para a Liga dos Campeões, mas viu a autarquia negar a licença necessária devido à falta de garantias de segurança.
Mais um revés para o clube depois do presidente Joan Laporta ter anunciado que já tinha informado a liga espanhola e a UEFA que já estava pronto para voltar a jogar em casa, pelo menos, de forma parcial, com a abertura das bancadas para um limite máximo de 27 mil adeptos.
Uma convicção reforçada, ainda na manhã desta terça-feira, pela vice-presidente do clube, Elena Forte, que referiu-se ao Spotify Camp Nou como «o estádio mais seguro do mundo».
A verdade é que as obras de renovação estão ainda a decorrer e, na avaliação do município, ainda não estão reunidas todas as garantias de segurança para que o Barça possa receber adeptos no seu estádio.
«Partilhamos a vontade do Barça para que o regresso seja um êxito e o mais rápido possível. Mas esta autarquia tem de garantir a segurança dos adeptos. Essa é a nossa prioridade. Temos de velar para que os técnicos possam trabalhar com todo o rigor», destacou a vice-presidente da Câmara de Barcelona, Laia Bonet também esta terça-feira.
O Barcelona contava receber a autorização da autarquia ainda esta terça-feira de forma a poder organizar a receção à Real Sociedad, marcada para 28 de setembro, bem como o próximo jogo da Champions, frente ao PSG, marcado para 1 de outubro, mas a falta de licença vai obrigar a equipa comandada por Hansi Flick a voltar a jogar no Estádio Montjuic.
«Não nos cabe a nós definir uma data para o regresso da equipa ao estádio. Há pormenores que não batem certo entre os documentos que tínhamos na nossa posse e os que recebemos agora. Estamos em máxima colaboração com o clube para que se resolvam as questões que ainda estão pendentes», acrescentou ainda a edil de Barcelona.
