Presidente do Governo espanhol considera que este pacto vai permitir responder melhor aos incêndios (e não só)
Pedro Sánchez anunciou que vai declarar como zonas catastróficas todas as áreas queimadas no país. Durante uma visita ao Posto de Comando Avançado do incêndio de Jarilla - o pior da história da Estremadura, com 15.500 hectares ardidos -, o presidente do governo espanhol insistiu na criação de um Pacto de Estado contra a emergência climática
“Isto representa o compromisso do Governo de Espanha para enfrentar a tarefa de reconstrução, uma vez extintos os incêndios e conhecido o impacto económico em todos os municípios afetados”, afirmou Pedro Sánchez.
Em resposta às críticas do Partido Popular (PP), que pede meios extraordinários como a mobilização do Exército - além da Unidade Militar de Emergências, cujos operacionais estão totalmente mobilizados -, Sánchez exigiu “lealdade institucional”. E deixou ainda implícito que as competências na prevenção e extinção de incêndios pertencem às comunidades autónomas. Nenhuma das comunidades governadas pelo PP pondera solicitar a declaração de emergência, o que implicaria que o Governo central assumisse a gestão da crise.
Pedro Sánchez defendeu que, “perante uma crise desta magnitude, a lealdade institucional, a vontade de colaboração partilhada, a solidariedade entre territórios e também entre países é fundamental, é prioritária para primeiro delimitar e depois extinguir estes incêndios”. “O sistema de proteção civil e o Governo de Espanha estiveram desde o primeiro momento à disposição do Governo da Junta da Estremadura para enfrentar esta calamidade e esta tragédia. E continuaremos a fazê-lo até à extinção do incêndio e também na tarefa de reconstrução dos territórios afetados”, acrescentou na presença de María Guardiola, presidente da comunidade autónoma da Estremadura.
“Nem tudo o que pedimos na sexta-feira chegou, mas estamos conscientes de que os meios disponíveis são os que existem e queremos agradecer a todos os profissionais”, afirmou a presidente regional da Estremadura, do PP, que tem sido crítica da resposta do Governo.
Pedro Sánchez reiterou ainda a sua proposta de um pacto de Estado para fazer frente à emergência climática, uma medida que a direção nacional do PP rejeitou esta segunda-feira. “Se a emergência climática se agrava ano após ano, temos de ir além das legislaturas e transformar as políticas de emergência climática em políticas de Estado que envolvam todas as instituições e todos os governantes. A emergência climática está a acelerar e a agravar-se, particularmente na Península Ibérica, de forma cada vez mais evidente a cada ano.”
Pedro Sánchez afirmou que a emergência climática afeta todos e pediu a colaboração de todos os líderes políticos para combater o problema. “Os meios existem, serão reforçados, mas as competências também estão bem definidas e são claras. Temos todos de nos envolver e comprometer nesta emergência climática, que não obedece a nenhuma diferença ideológica, que afeta todos os cidadãos por igual, independentemente do que votem de quatro em quatro anos.”
