Sobe para 40 o número de mortos no acidente com comboios de alta velocidade em Espanha

Andreia Miranda , notícia atualizada às 19:38
19 jan, 06:21

Há ainda 122 feridos, dos quais 48 continuam hospitalizados, 12 dos quais nos cuidados intensivos

Subiu para 40 o número de mortos na sequência da colisão entre dois comboios de alta velocidade no sul de Espanha. Há ainda 122 feridos, dos quais 48 continuam hospitalizados, 12 dos quais nos cuidados intensivos (11 adultos e uma criança), avança o El País. O acidente ocorreu ao início da noite de domingo, perto de Adamuz, na província de Córdoba, quando um comboio que seguia de Málaga para Madrid descarrilou e embateu noutro que circulava no sentido Madrid–Huelva, empurrando-o para fora da linha e por uma encosta.

No total, viajavam cerca de 400 passageiros nos dois comboios, a maioria espanhóis. Entre as vítimas mortais está o maquinista de um dos comboios.

As causas do acidente ainda não são conhecidas, apesar de o troço de linha ser recto e ter sido renovado recentemente. De acordo com as primeiras informações, o comboio Iryo 6189, que tinha saído de Málaga às 18:40 em direção a Madrid-Puerta de Atocha, descarrilou nos desvios à entrada da via 1 da estação de Adamuz, invadindo a outra via adjacente, por volta das 19:38 horas, no momento em que passava outro comboio de alta velocidade, este da Renfe, o Alvia 2384, que fazia o percurso inverso (Puerta de Atocha-Huelva) e com o qual teve um choque muito violento.

Segundo o El País, o comboio com destino a Huelva, operado pela Renfe, seguia a cerca de 200 quilómetros por hora no momento do impacto.

No X, o ministro dos Transportes Óscar Puente escreve que "as últimas informações que nos chegam são muito graves" uma vez que dão conta de um "impacto terrível".

"As últimas unidades do comboio Iryo com destino a Madrid descarrilaram, tendo as carruagens invadido a via oposta, na qual circulava nesse momento um comboio Renfe em direção a Huelva. O impacto foi terrível, tendo as duas primeiras unidades do comboio Renfe voado em consequência do impacto. O número de vítimas não pode ser confirmado até ao momento. O mais importante agora é ajudar as vítimas", escreveu.

Várias pessoas conseguiram sair dos comboios pelos próprios meios através de janelas partidas, enquanto outras foram transportadas em macas. As operações de socorro prolongaram-se durante a noite, com dificuldades acrescidas nas carruagens mais destruídas, onde ainda havia pessoas presas.

A circulação ferroviária entre Madrid e a Andaluzia foi suspensa.

As autoridades alertam que o número de vítimas mortais poderá ainda aumentar à medida que os trabalhos de remoção dos destroços prosseguem.

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