Escolas têm mais de 1.800 horários ainda por preencher

Agência Lusa , FMC
16 set, 20:29
Escola

Até ao final de quinta-feira, já tinham sido abertos 1.740 procedimentos de contratação de escola, mas os estabelecimentos só conseguiram professores para ocupar 604 desses horários, sobrando ainda 1.136 horários sem colocação

No final da primeira semana do regresso às aulas, as escolas têm mais de 1.800 horários ainda por preencher, sendo que a maioria está já na última fase de contratação direta pelos estabelecimentos de ensino, segundo dados oficiais.

Ao dia desta sexta-feira, o último para o arranque do ano letivo, estavam ainda 1.890 horários sem professor atribuído, segundo dados enviados pelo Ministério da Educação à agência Lusa.

A maioria desses horários está já em contratação de escola, a última fase para do recrutamento e em que os docentes são contratados diretamente pelas escolas.

Até ao final de quinta-feira, já tinham sido abertos 1.740 procedimentos de contratação de escola, mas os estabelecimentos só conseguiram professores para ocupar 604 desses horários, sobrando ainda 1.136 horários sem colocação.

Além deste mecanismo de contratação, foram publicadas esta sexta-feira as listas da terceira reserva de recrutamento, em que estiveram a concurso 3.337 horários.

A maioria (77,4%) obteve colocação, mas há 754 horários para os quais não houve candidatos e que se somam aos 1.136 por preencher na colocação de escola, totalizando 1.890.

Há uma semana, quando foi concluída a segunda reserva de recrutamento, a maioria (97%) dos horários pedidos pelas escolas tinham sido preenchidos, um número que levou o ministro da Educação a considerar que a colocação de docentes, àquela data, superava as expectativas.

Com 600 horários que sobraram daquela reserva de recrutamento, a melhoria foi de 50% comparativamente aos dois anos anteriores e o número era o mais baixo desde 2019.

No entanto, além dos horários que já estavam em contratação de escola na semana passada, e que o ministro não conseguiu precisar, vão-se somando também baixas médicas apresentadas por professores que já tinham sido colocados na contratação inicial ou mobilidade interna.

Segundo o balanço feito na semana passada pelo ministro da Educação, desde o início do mês de setembro já tinham apresentado baixa médica cerca de dois mil docentes.

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