REVISTA DE IMPRENSA || Governo falha auditoria
A poucas semanas do fim do ano letivo, a Fenprof estima que cerca de 24 mil alunos continuam sem aulas a pelo menos uma disciplina. Segundo João Pereira, dirigente da federação, em declarações ao Jornal de Notícias, o número tem-se mantido estável durante o 3.º período, apesar das contratações de emergência e das horas extraordinárias atribuídas aos professores.
Entre 19 e 23 de maio, havia 296 horários por preencher, abrangendo milhares de alunos.
João Pereira diz mesmo que "a situação seria bem pior" caso não tivessem sido implementadas medidas como a contratação de não profissionalizados ou técnicos especializados.
O dirigente critica ainda o atraso na divulgação da auditoria encomendada pelo Ministério da Educação à consultora KPMG, que custou quase 53 mil euros.
“Era um desfecho previsível. Os dados estão nas escolas”, afirma, considerando que a solução passaria por ouvir os diretores escolares, em vez de recorrer a auditorias externas.
A auditoria, que deveria ter sido publicada em março, continua por apresentar.