Professores arriscam perder subsídio devido a falhas no cálculo das distâncias

24 nov, 07:48
Matemática

REVISTA DE IMPRENSA || Há casos em que a diferença é de apenas algumas centenas de metros, mas suficientes para excluir o apoio

Milhares de professores continuam sem saber se vão receber o subsídio de deslocação deste mês, avança o Jornal de Notícias, que adianta que o motivo são divergências no cálculo das distâncias entre casa e escola, agora feitas através de coordenadas GPS. Do total de 5836 candidaturas submetidas, 361 foram invalidadas por ficarem abaixo dos 70 quilómetros exigidos, segundo o Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

Mas há docentes que nem conseguem submeter o pedido: a plataforma rejeita coordenadas, atribui distâncias mais curtas do que as reais ou sugere trajetos que passam por caminhos impraticáveis, sendo que há casos em que a diferença é de apenas algumas centenas de metros, mas suficientes para excluir o apoio.

Um inquérito do blogue Metaprof indica que cerca de um terço dos professores ainda aguarda validação, apontando erros nas coordenadas e percursos incoerentes com a distância real por estrada. As direções escolares confirmam que o problema é comum nas zonas com mais docentes deslocados.

Além das falhas de cálculo, o apoio que pode ir de 150 a 450 euros, consoante a distância, é tributado, reduzindo significativamente o valor recebido. Para muitos professores, o subsídio continua longe de compensar os custos das colocações a dezenas ou centenas de quilómetros de casa.

Educação

Mais Educação