Falta de acordo entre sindicatos e ministério ameaça 2.º período com protestos nas escolas

7 jan, 07:42
Escola (EPA)

REVISTA DE IMPRENSA || Ausência de um acordo rápido é vista como um fator de instabilidade, com impacto direto no funcionamento das escolas e no percurso dos alunos

A falta de entendimento entre os sindicatos de professores e o Ministério da Educação, Ciência e Inovação está a colocar em risco o arranque tranquilo do segundo período letivo, avança o Diário de Notícias. A Fenprof reúne-se esta quarta-feira com o Ministério para nova ronda negocial da revisão do Estatuto da Carreira Docente, apresentando uma contraproposta que considera essencial para valorizar a profissão e travar a escassez de professores.

O sindicato entende que o processo negocial tem sido excessivamente lento e acusa o Governo de não estar a tornar a carreira docente mais atrativa. Considera ainda que as propostas apresentadas até agora podem conduzir à desvalorização da profissão e agravar a falta de docentes nas escolas. Um dos principais pontos de divergência é a integração do Referencial de Competências da Administração Pública no perfil geral do docente, solução que a Fenprof rejeita por entender que aproxima a docência de uma lógica administrativa e gestionária, afastando-a da sua natureza pedagógica e educativa.

Do lado das direções escolares, cresce a preocupação com a possibilidade de um segundo período marcado por greves. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas considera que a revisão do estatuto é determinante para resolver a falta de professores e atrair novos docentes, mas alerta que, sem mudanças significativas, a escola pública continuará durante muitos anos sem profissionais suficientes.

Entre as prioridades apontadas estão a revisão das condições de trabalho, dos salários, sobretudo nos primeiros escalões, a redução da burocracia e alterações na avaliação de professores e diretores. A ausência de um acordo rápido é vista como um fator de instabilidade, com impacto direto no funcionamento das escolas e no percurso dos alunos.

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