No centro desta ambição está uma verdade incontornável: as energias renováveis não são apenas parte da solução — são o alicerce sobre o qual se constrói o futuro climático, empresarial e socioeconómico da Europa.
A Comissão Europeia propôs uma alteração à Lei Europeia do Clima, estabelecendo um objetivo de redução líquida de 90% das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) até 2040, em comparação com os níveis de 1990 (2005 para Portugal), tal como solicitado nas Orientações Políticas da Comissão para 2024-2029. Esta proposta traz previsibilidade para os investidores, estimula a inovação, reforça a liderança industrial das empresas europeias e aumenta a segurança e a independência energética da Europa.
O mais recente Eurobarómetro mostrou um forte apoio dos cidadãos à ação climática da UE, oferecendo um mandato claro para prosseguir a agenda da transição energética para energia limpa. A União Europeia está bem encaminhada para cumprir a meta de redução de 55% até 2030. A proposta agora apresentada baseia-se nesse objetivo juridicamente vinculativo e aponta um caminho mais pragmático e flexível para alcançar uma economia europeia descarbonizada até 2050.
No centro desta ambição está uma verdade incontornável: as energias renováveis não são apenas parte da solução — são o alicerce sobre o qual se constrói o futuro climático da Europa.
Fontes como a eólica, solar, hídrica e tecnologias emergentes como o hidrogénio verde terão de assumir a maior parte da redução de emissões. O setor elétrico europeu é já o que mais rapidamente se descarboniza, mas terá agora de triplicar a sua ambição, para permitir a eletrificação de sectores como os transportes rodoviário, aéreo e marítimo bem como os edifícios e a indústria com processos térmicos de média e alta temperatura.
A eletricidade limpa, ou seja, proveniente de fontes de energia renovável, é o motor de soluções como os fertilizantes verdes e aço verde, a mobilidade de zero emissões e os edifícios sustentáveis. Sem uma oferta abundante e acessível de eletricidade renovável, será impossível descarbonizar estes sectores de forma eficaz e eficiente. As emissões acabarão apenas por ser deslocadas — e não eliminadas.