Para quando o fim da pandemia? Os especialistas respondem

16 fev, 23:53

Não há consenso absoluto, mas Pedro Simas, Filipe Froes e Henrique Oliveira concordam num ponto: estamos a aproximar-nos do fim da pandemia

O virologista Pedro Simas, o pneumologista Filipe Froes e o matemático Henrique Oliveira estiveram esta quarta-feira no CNN Prime Time para avaliar o atual momento da pandemia e projetar um eventual fim da mesma.

Na primeira intervenção, o virologista Pedro Simas começou por vincar que, dada a taxa de vacinação em Portugal, “muito dificilmente o vírus terá um comportamento pandémico”, e mencionou a baixa mortalidade no período em que houve mais casos em Portugal.

“Independentemente de ser endemia ou pandemia, o que importa é que vamos entrar numa nova fase".

O pneumologista Filipe Froes, mais cauteloso, afirmou que ainda estamos em pandemia, e alertou para o uso indevido do termo “endemia”, que não significa que uma doença se torne benigna.

“Temos vários exemplos de doenças endémicas. A poliomielite é endémica no Afeganistão e no Paquistão. A malária é endémica em África. Ninguém quer ter poliomielite nem malária”, afirmou.

Apesar disso, Froes acredita ser possível um alívio de medidas de forma “faseada e com monitorização”, antes de realçar a importância da vacinação para a atual situação da pandemia em Portugal.

Discordante, Pedro Simas argumentou que era “limitativo” reduzir a endemia à poliomielite e à malária, e reiterou. “Não importa se é endemia ou pandemia. O que importa é que estamos a acabar, não há mortes e estamos muito protegidos”.

Henrique Oliveira, matemático do Instituto Superior Técnico, afirmou haver uma “saturação dos casos”, isto é, entre pessoas recuperadas da doença e pessoas com dose de reforço, já há poucas pessoas para infetar, e salientou que o vírus “precisa do ser humano para sobreviver".

Acerca da saturação de casos, Froes partilhou da opinião de Henrique Oliveira, e projetou que, no final de março, que cerca de 60% da população mundial já terá tido a infeção.

“A OMS deverá decretar o final da pandemia no fim do primeiro semestre deste ano. Se for prudente, até ao fim do inverno no Hemisfério Sul. Mas não há dúvida que estamos no último ano da pandemia”, afirmou.

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