Milhões em atraso. Há empresas em Portugal à espera ano e meio por apoios do Estado

17 jun, 07:48
Dinheiro

REVISTA DE IMPRENSA. O país arrisca-se a perder uma avalanche de fundos europeus

Existem empresas que estão ano e meio à espera do pagamento de apoios do Estado e, dado este atraso, algumas temem fechar por falta de liquidez. Uma notícia avançada esta sexta-feira na manchete do Jornal de Notícias (JN). 

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) afirmou que este cenário é bastante frequente e, se nada for feito, o país arrisca-se a perder uma avalanche de fundos europeus. "Não é incomum haver atrasos de ano e meio no pagamento dos apoios", afirmou ao JN o presidente Luís Miguel Ribeiro. 

Segundo um inquérito realizado, no início deste ano, pela Associação dos Consultores de Investimento e Inovação, uma em cada cinco empresas que concorreram a fundos europeus do programa Portugal 2020 tiveram experiências más ou muito más com o processo de submissão de candidaturas. Apenas 4% receberam reembolsos dentro dos prazos, contra 60% que garantiu que os prazos não foram cumpridos. 

O que provoca tantos atrasos?

Entre os fundos do Portugal 2020, do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e do programa comunitário Portugal 2030, a Europa disponibiliza mais de 66.452 milhões de euros ao país. Dá mais de 6,6 milhões de euros por habitante.

Para o presidente da AEP, os processos são demasiados complexos e demorados. "Os programas não deviam funcionar por avisos, para que as empresas pudessem recorrer a eles quando estão preparadas e para evitar a acumulação de processos", juntos dos organismos que os analisam, aprovam e encerram. 

"As agendas mobilizadoras do PRR ainda não estão aprovadas, quase um ano depois. Vamos continuar a repetir os erros e a arriscar perder milhares de fundos europeus". Luís Miguel Ribeiro garantiu ainda ao JN que a associação já pediu ao Governo para "acabar com os avisos e manter os programas em aberto". 

A acumulação do Portugal 2020, o lançamento do Portugal 2030 este mês e os apoios do PRR já a decorrer estão a agravar os problemas de atrasos, que, para as empresas, podem significar sérias dificuldades de liquidez ou mesmo o fim. No caso do PRR, já há avisos de atrasos de se meses na resposta às empresas que concorrer. São cerca de 16,6 mil milhões de euros em atraso. 

Em resposta ao jornal, o Ministério da Economia não esclareceu as razões dos atrasos nem se vai reforçar meios. 

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