Informado em todas as frentes, sem interrupções?
TORNE-SE PREMIUM

Saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP pode levar outros países a seguir o mesmo caminho

CNN , Mustafa Qadri e Mostafa Salem
28 abr, 17:31
Refinaria

Impacto no mercado será limitado devido ao encerramento do Estreito de Ormuz, justificam os Emirados

A saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP pode levar outros membros a seguirem o exemplo, numa tentativa de romper com as restrições de produção, afirmou um especialista à CNN.

“Se existe um momento para sair, o momento é agora”, disse Robin Mills, CEO da Qamar Energy, uma consultora sediada no Dubai, à jornalista Becky Anderson, da CNN. “É possível que o Cazaquistão também saia. Esse é outro produtor importante que quer crescer.”

Os Emirados Árabes Unidos têm pressionado há muito tempo por quotas de produção mais elevadas da OPEP e da OPEP+ [a OPEP é um grupo de nações exportadoras de petróleo que coordena a produção para controlar a oferta e fixar os preços. A OPEP+ é uma coligação que inclui outros países que não fazem parte da OPEP, como Rússia, Cazaquistão, México, entre outros], procurando expandir a capacidade produtiva muito além dos níveis que lhe foram atribuídos pela organização.

Segundo Mills, as quotas limitaram a produção dos Emirados a cerca de 3,2 milhões de barris por dia, mas produção poderá praticamente dobrar sem essas restrições.

Impacto no mercado será limitado devido ao encerramento do Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos decidiram deixar a OPEP neste preciso momento porque o Estreito de Ormuz está fechado e o impacto da sua saída no mercado de petróleo será limitado, explicou o ministro da Energia, Suhail Al Mazrouei, à jornalista Becky Anderson, da CNN.

“O momento é oportuno porque não terá um impacto significativo no mercado e no preço, já que o Estreito de Ormuz está fechado e com restrições. Portanto, todos estão limitados, inclusive nós, mas tomar a decisão agora ajudará todos os nossos amigos… a não sentirem a pressão sobre o preço”, esclareceu.

Questionado se a decisão foi tomada após consulta à Arábia Saudita, o maior produtor da OPEP, Al Mazrouei disse que foi uma “decisão nacional soberana”.

“Esta não é uma decisão política. É uma decisão puramente estratégica”, sublinhou Al Mazrouei.

“Precisamos de liberdade… Queremos garantir que seremos ágeis, flexíveis e rápidos na tomada de decisões corretas para equilibrar as nossas políticas”, acrescentou.

Relacionados

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Médio Oriente

Mais Médio Oriente