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Wegovy vai ficar mais barato em Portugal

29 mai, 18:51
Wegovy (Getty)
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As dosagens de 1,7 mg e 2,5 mg do medicamento agonista dos recetores de GLP-1 vão ficar 40,28€ e 46,27€ mais baratas

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk acaba de anunciar que vai cortar 19% do preço de venda do Wegovy a partir de dia 1 de junho.

Em resposta à CNN Portugal, a Novo Nordisk explica que a medida se “aplica às dosagens de 1,7 mg e 2,4 mg”.

O Wegovy de 1,7 mg, que tem neste momento um preço de 214,26€, vai passar a custa 173,98€. Menos 40,28€.

No caso da dosagem de 2,4 mg, que tem o custo atual de 244,80€, vai passar a ser vendida por 198,53€. Uma redução de 46,27€.

Questionada sobre o que motiva esta descida de preço num produto que tem tanta procura no mercado desde que foi lançado, a farmacêutica dinamarquesa lembra que “atualmente, 2 em cada 3 pessoas vive com excesso de peso ou obesidade em Portugal, e uma larga maioria não tem acesso ao tratamento” e com esta redução ambiciona “garantir maior acessibilidade ao tratamento”.

“Esta é uma parte incontornável do compromisso da Novo Nordisk para com as pessoas que vivem com obesidade”, explica a farmacêutica responsável pela criação do Wegovy e do Ozempic, ambos medicamentos agonistas dos recetores de GLP-1.

Desde o início do ano a Food and Drug Administration (FDA) deu luz verde à comercialização da nova dosagem de manutenção do Wegovy (injeção de semaglutida) de 7,2 mg e do primeiro medicamento agonista dos recetores de GLP-1 de administração oral, Wegovy em comprimido. Na Europa, falta a decisão final da Comissão Europeia, depois das recomendações da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e do Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), para que o Wegovy em comprimido comece a ser vendido e a dose de 7,2 mg já foi permitida através da utilização de três doses de 2,4 mg.

A Novo Nordisk diz ainda que acredita que, sendo a obesidade uma doença crónica e, “neste momento, em Portugal, não existe financiamento público para medicamentos aprovados nesta indicação terapêutica”, este ajuste de preço vai “ajudar a melhorar o acesso e apoiar a adesão e a continuidade do tratamento”.

Feita a explicação sobre a descida de preço, a farmacêutica aproveita o anúncio para deixar um recado ao Governo português e ao Infarmed: “É com expetativa que aguardamos a publicação do regime excecional de comparticipação, condição para a submissão de pedidos de financiamento público dos medicamentos aprovados para o tratamento da obesidade”, culmina a Novo Nordisk.

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