Elon Musk termina com teletrabalho no Twitter e alerta para "tempos difíceis" no futuro

Agência Lusa , BCE
11 nov, 00:38
Elon Musk e o Twitter (Getty Images)

O novo dono do Twitter disse aos funcionários que “a prioridade nos próximos 10 dias” será desenvolver e lançar o novo serviço de assinatura da rede social por 7,99 dólares (cerca de 7,89 euros)

O novo dono do Twitter, Elon Musk, enviou um e-mail aos funcionários que se encontram em teletrabalho a ordenar o seu regresso ao escritório imediatamente, por pelo menos 40 horas por semana, e alertou para “tempos difíceis” no futuro.

“Desculpem que este seja o meu primeiro e-mail para toda a empresa, mas não há forma de atenuar a mensagem. Sem uma receita significativa de assinaturas, há uma boa hipótese de o Twitter não sobreviver à próxima crise. Precisamos que cerca de metade da nossa receita seja de subscrição”, adiantou Musk.

Duas missivas de quarta-feira à noite a que a agência de notícias Associated Press (AP) teve acesso marcaram a mensagem do filantropo aos funcionários que sobreviveram às demissões da última semana.

Musk disse aos funcionários que “a prioridade nos próximos 10 dias” será desenvolver e lançar o novo serviço de assinatura do Twitter por 7,99 dólares (cerca de 7,89 euros), que inclui uma marca azul junto do nome dos membros pagos – o distintivo anteriormente era apenas para contas verificadas.

O empresário também indicou no ‘e-mail’ que “o teletrabalho não é mais permitido” e o caminho a seguir é “árduo e vai exigir muito trabalho para obter sucesso”, mas ressalvou que iria analisar pessoalmente qualquer pedido de exceção.

Na quarta-feira, Musk adiantou que planeia introduzir um sistema de pagamento na rede social e oferecer outros serviços financeiros, como cartões de débito e contas bancárias.

O plano foi divulgado numa conversa pública no Twitter Spaces, serviço de áudio ao vivo da rede social, na qual o filantropo confirmou a sua intenção de transformar a plataforma numa espécie de “aplicação para tudo”, oferecendo, entre outras coisas, sistemas de mensagens, pagamentos e compras.

O empresário deu a entender que, numa fase inicial, esses serviços estariam disponíveis apenas para subscritores do Twitter Blue, a assinatura paga que agora também dará aos seus assinantes o visto azul anteriormente reservado para contas verificadas.

Na passada sexta-feira, uma semana depois de ter sido comprado por Elon Musk, o Twitter comprometeu-se a despedir metade dos trabalhadores, ao mesmo tempo que lança grandes projetos e luta contra usuários, anunciantes e associações preocupadas com a transformação da influente rede social.

“Cerca de 50% dos funcionários serão afetados” pelos despedimentos em andamento no Twitter, segundo um documento enviado hoje aos funcionários da rede social, a que a France-Presse (AFP) teve acesso.

A empresa californiana, que tinha cerca de 7.500 funcionários no final de outubro, notificou milhares de pessoas por ‘e-mail’, explicando que o objetivo é “melhorar a saúde da empresa”.

O Twitter anunciou também o encerramento temporário dos escritórios, para “garantir a segurança de cada funcionário, bem como dos sistemas e dados do Twitter”.

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