Depois da Ucrânia, o Irão: Elon Musk ativa Starlink para permitir acesso à internet

26 set, 19:54

O dono da Tesla e da SpaceX já tinha afirmado na semana passada que estava pronto para ativar a sua rede de satélites no país, mas para isso era preciso que os Estados Unidos reduzissem as sanções que impediam que as redes de comunicação operassem no Irão

Poucos dias depois de as autoridades iranianas terem cortado o acesso à internet - até que seja retomada a calma nas ruas - Elon Musk decidiu ativar a sua rede de satélites Starlink no Irão. Uma decisão que surge depois de os Estados Unidos terem autorizado empresas privadas norte-americanas a fornecer internet sem censura no país. 

Este sistema vai funcionar da mesma forma que tem funcionado na Ucrânia desde o início da guerra. Trata-se de uma rede gratuita e que opera de forma atmosférica. 

De acordo com o Financial Times, Elon Musk já tinha afirmado na semana passada que estava pronto para ativar o Starlink no Irão, mas para isso era preciso que os Estados Unidos reduzissem as sanções que impediam que as redes de comunicação operassem no país. Sanção essa que só agora foi levantada. 

Dez dias depois da morte de Mahsa Amini, após ser detida pela polícia da moralidade por usar o véu obrigatório no país alegadamente de forma errada, os protestos estarão a acalmar, mas tem sido difícil analisar a situação no país, dadas as restrições impostas pelo governo à internet, ao Instagram, ao Whatsapp e à informação.

Até ao momento, morreram 41 pessoas durante os protestos. As autoridades não avançam com números oficiais de mortos e detidos, mas a televisão estatal tem estado a revelar alguns dados. Quanto às detenções, o valor já ultrapassava as 1.180. De acordo com a agência de notícias estatal Mehr, entre as vítimas mortais estão oito elementos da Guarda Revolucionária.

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